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MADRID 21 jan. (EUROPA PRESS) - A síndrome de hiperlaxidade, que causa dor nos músculos e articulações em 5 a 10% das pessoas hiperlaxas, requer um tratamento que inclua exercícios de fortalecimento e alongamento muscular, segundo a Sociedade Espanhola de Reumatologia (SER), que acaba de lançar a campanha de conscientização “Ponle nombre al reuma” (Dê um nome à reumatologia), para dar visibilidade a essa síndrome que afeta o dia a dia das pessoas afetadas. A hiperlaxidade faz com que as articulações tenham uma amplitude de movimento maior do que o normal e uma maior elasticidade nos ligamentos, tendões e músculos. Sua prevalência é maior em mulheres e geralmente começa na infância, embora com o passar dos anos sua frequência tenda a diminuir. A síndrome da hiperlaxidade aparece quando esta condição é acompanhada por dor no aparelho locomotor. A reumatologista do Hospital Universitário de Toledo, Dra. Leticia del Olmo, afirmou que as causas desta síndrome são desconhecidas, embora tenham sido encontradas “anomalias de origem genética nas fibras de colágeno e outras proteínas que formam o tecido conjuntivo”.
Os sintomas mais frequentes causados por essa patologia são lesões e dor nos músculos e articulações, principalmente nos membros inferiores. Da mesma forma, outras doenças como “tendinite ou entorses repetitivas, torções no tornozelo, luxações frequentes, dor cervical, lombar ou escoliose podem ocorrer com maior frequência”.
O tratamento dessa condição baseia-se no uso de talas, infiltrações ou fisioterapia. Em algumas ocasiões, pode-se recorrer ao uso de analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides por curtos períodos de tempo. A reumatologista del Olmo insistiu na necessidade de as pessoas com hiperlaxidade articular realizarem exercícios de fortalecimento e alongamento para que “os músculos sustentem adequadamente as articulações”. COMPROMISSO COM A VISIBILIDADE DESTA CONDIÇÃO
Nesse contexto, a Fundação Espanhola de Reumatologia (FER) garantiu que existe um compromisso “com a visibilidade e o aumento do conhecimento das mais de 200 doenças reumáticas” e, para isso, lançou a campanha mencionada acima. A FER defende “o compromisso com a educação em saúde e a divulgação rigorosa no campo da reumatologia, promovendo iniciativas que facilitem o conhecimento dessas doenças entre pacientes, profissionais e a sociedade em geral”.
Com campanhas como “Ponha nome à reumatologia”, o objetivo é melhorar a deteção precoce, o acesso a informações fiáveis e, em última instância, a qualidade de vida das pessoas que convivem com doenças reumáticas.
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