CLÍNICA UNIVERSIDAD DE NAVARRA
MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -
A transpiração excessiva "pode ter causas médicas que devem ser descartadas, como infecções, alterações hormonais ou até mesmo alguns tipos de tumores", diz a especialista do Departamento de Dermatologia da Clínica Universidad de Navarra, Dra. Leire Aguado.
No entanto, a especialista ressalta que nem todos os casos exigem testes de diagnóstico. Portanto, "a primeira coisa a fazer é realizar uma anamnese exaustiva, ou seja, uma entrevista clínica detalhada na qual perguntamos aos pacientes sobre seus sintomas e, dependendo do que eles nos dizem, decidimos quais pacientes precisam ser submetidos a testes e quais não precisam. Por exemplo, um paciente que transpira desde a infância não é o mesmo que um adulto que começa a transpirar de repente", explica ele.
Quando há uma causa específica, como um distúrbio da tireoide, o tratamento pode fazer com que a hiperidrose desapareça completamente. Mas nos casos sem causa aparente - a chamada hiperidrose primária - há outras opções terapêuticas que reduzem significativamente a transpiração e melhoram o bem-estar do paciente.
Nesse sentido, a dermatologista ressalta que o tratamento deve ser individualizado. Técnicas como antitranspirantes com sais de alumínio, que bloqueiam os dutos das glândulas, podem ser utilizadas. Em casos mais intensos, podem ser utilizados medicamentos orais, como a oxibutinina ou o glicopirrolato, que ajudam a reduzir a quantidade de suor.
Além disso, em situações em que essas medidas não são suficientes, são usados tratamentos mais avançados, como a injeção de toxina botulínica, que é particularmente útil nas axilas, palmas das mãos ou solas dos pés. "É uma técnica muito eficaz, embora seus efeitos não sejam permanentes", diz o especialista.
Por fim, em casos mais graves ou localizados, há a opção cirúrgica conhecida como simpatectomia torácica. "Ela consiste em fazer uma pequena incisão em cada lado do tórax para cortar ou comprimir os nervos responsáveis por estimular a sudorese. É um procedimento eficaz, mas só é indicado quando os tratamentos conservadores não funcionaram e após uma avaliação individual", diz o Dr. Aguado.
A esse respeito, o especialista esclarece que "não existe um hormônio específico que cause a hiperidrose. O que acontece é que as glândulas sudoríparas respondem a estímulos do sistema nervoso e, nesses pacientes, essa resposta é amplificada". Ele também ressalta que os desodorantes não reduzem a produção de suor. "Sua função é neutralizar o odor. Para realmente reduzir o suor, é preciso usar antitranspirantes que contenham sais de alumínio".
"A hiperidrose tem um grande impacto na vida cotidiana e emocional das pessoas. É por isso que nós da clínica dermatológica incentivamos os pacientes a fazer perguntas e avaliar o tratamento mais adequado para o seu caso", conclui.
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