Alejandro Martínez Vélez - Europa Press
MADRID, 12 jul. (EUROPA PRESS) -
A secretária-geral de Proteção Civil e Emergências, Virginia Barcones, destacou a mobilidade das pessoas, as possíveis aglomerações e o risco de incêndios como fatores que transformam o eclipse do próximo dia 12 de agosto em “um desafio logístico de segurança”.
“No fim das contas, na proteção civil, quando falamos de antecipação, prevenção e planejamento, (estamos falando de ter em mente) todos os cenários possíveis para elaborar um plano que abranja todas as possibilidades e que todos saibam o que devem fazer e como, para que a resposta seja imediata e possamos cumprir nosso objetivo final, que é proteger as pessoas”, destacou ela em entrevista à Europa Press.
A Proteção Civil conta com um plano específico aprovado no final de junho que estabelece, principalmente, o marco para a avaliação de riscos e a gestão de emergências. Paralelamente, prevê-se uma escalada progressiva na ativação dos planos regionais. “Há muitos meses que trabalhamos no seio do governo da Espanha, mas também com as Comunidades Autônomas para que tudo esteja pronto”, ressaltou Barcones.
De acordo com o Ministério da Ciência, Inovação e Universidades, o Centro Nacional de Acompanhamento e Coordenação de Emergências (CENEM) acompanhará todas as emergências que possam surgir antes e depois do evento. Além disso, a Unidade de Avaliação de Riscos (UVR) será ativada a partir de 6 de agosto, com atenção especial à previsão meteorológica e a riscos como incêndios florestais.
Entre outras medidas, foi desenvolvido um visualizador interno com os pontos de observação fornecidos pelas regiões autônomas, e estão sendo avaliados diversos riscos, como incêndios florestais ou a prevenção da saturação das redes em pontos de alta concentração, em colaboração com as operadoras de telecomunicações.
“Lembro-me do dia 12 de agosto do ano passado, que foi um dia muito complicado devido aos incêndios florestais. Levamos em consideração esses pontos de observação estipulados pelas regiões autônomas, com essa antecipação que nos leva a garantir que não estejam localizados em zonas de risco de incêndios florestais, que as telecomunicações sejam asseguradas e que haja uma visão adequada para que não possam ocorrer posteriormente movimentos imprevistos de pessoas”, indicou a secretária-geral de Proteção Civil e Emergências.
UM AUMENTO DE 3% NA OPE
Por fim, ela fez referência à Operação Passagem do Estreito (OPE), que se estenderá até 15 de setembro. Nesse sentido, ela falou sobre como o governo voltou a aumentar o efetivo tanto das Forças e Órgãos de Segurança do Estado quanto das autoridades portuárias, dos serviços de saúde e sociais que atuam na OPE.
“O aumento está dentro dos parâmetros de 3% que havíamos previsto, o que nos permitiu dimensionar adequadamente todas as operações”, destacou.
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