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MADRID 24 ago. (Portaltic/EP) -
O “malware” ToxicPanda evoluiu para uma nova versão 2.0 que incorpora 167 comandos remotos, além de ampliar suas capacidades de ataque a dispositivos Android, visando 349 aplicativos bancários em 16 países, com opções para roubar senhas PIN e credenciais por meio de telas falsas e bloquear os serviços de segurança do Google.
O ToxicPanda é um 'malware' do tipo trojan para dispositivos Android, conhecido por ser utilizado para cometer fraudes financeiras por meio do roubo de credenciais e da tomada de controle de contas em aplicativos financeiros. Especificamente, ele se aproveita de ferramentas do sistema para contornar medidas de segurança bancárias.
Agora, pesquisadores de segurança cibernética da empresa Zimperium alertaram, em um comunicado, sobre novas capacidades maliciosas identificadas nesse trojan, ao qual deram o nome de ToxicPanda 2.0, conforme também relatado pelo Bleeping Computer.
Essa versão está sendo distribuída por meio de pacotes hospedados na Amazon Web Services e, de acordo com as análises, agora suporta 167 comandos remotos e sobreposições de “phishing” para 349 aplicativos bancários, incluindo aplicativos de criptomoedas e carteiras digitais, afetando um total de 16 países, principalmente na Europa.
Especificamente, as sobreposições de “phishing” mencionadas imitam fielmente a aparência das telas de login ou de transações do aplicativo original, enganando as vítimas para que insiram credenciais, PINs e outras informações confidenciais que, posteriormente, são vazadas para o invasor.
Quanto aos novos recursos do trojan, os pesquisadores apontaram que ele inclui um sistema de obtenção de PIN que afeta 140 aplicativos bancários e de criptomoedas, permitindo capturar os toques na tela para obter o código numérico. Da mesma forma, ele também pode falsificar a tela de bloqueio nativa do Android para capturar o PIN ou o padrão de desbloqueio do próprio dispositivo.
Outra das funções identificadas é que o ‘malware’ pode exibir telas falsas de atualização do sistema para ocultar atividades maliciosas em andamento no dispositivo Android. Em vez disso, aparecem telas com mensagens como “manutenção do sistema em andamento” ou “Atualização do ‘software’ do sistema”, conforme compartilhado pela Zimperium em imagens de uma amostra analisada.
Os pesquisadores também revelaram que essa versão atualizada do ToxicPanda pode atuar como um “dropper”, no qual o “malware” primeiro solicita privilégios de serviço VPN e, com isso, consegue controlar o tráfego da web para bloquear a comunicação de rede do Google Play e do Google Play Services com o dispositivo da vítima.
Como resultado, o “malware” consegue contornar verificações de segurança, como a verificação de aplicativos, atualizações ou a comunicação com o serviço Play Protect, entre outras opções destinadas à proteção dos usuários. Dessa forma, ele pode instalar a carga útil e solicitar permissões do Serviço de Acessibilidade para executar essas cargas.
Por outro lado, a investigação de segurança cibernética também menciona uma função de abuso da Android Debug Bridge (ADB), uma ferramenta que permite aos desenvolvedores depurar aplicativos por meio de conexão Wi-Fi, em vez de utilizar um cabo USB.
Conforme explicaram os especialistas, com essa funcionalidade abusiva, o ToxicPanda se aproveita do Serviço de Acessibilidade para habilitar a depuração sem fio e obter permissões de usuário do ‘shell’, permitindo, por fim, a execução de comandos no dispositivo.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático