Alejandro Martínez Vélez - Europa Press
LAS PALMAS DE GRAN CANÁRIA 5 jun. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Política Territorial e Memória Democrática, Ángel Víctor Torres, valorizou a visita “histórica” do Papa Leão XIV às Canárias e criticou a extrema direita por pedir a “deportação” de crianças, em referência aos menores migrantes desacompanhados.
Em declarações à “Radio Canaria” divulgadas pela Europa Press, o ex-presidente regional pediu que se evite a polêmica e se busque acordos diante dessa viagem.
A esse respeito, ele relembrou a gestão da chegada em massa de migrantes durante seu mandato à frente do Governo das Canárias, um período em que as relações com o país vizinho eram “complicadas”.
Além disso, o ministro admitiu que foram cometidos “erros” e que houve pessoas que ficaram desamparadas na praça da La Feria, em Las Palmas de Gran Canaria, o que obrigou a buscar mecanismos habitacionais de emergência, como a abertura de hotéis, diante das dificuldades para utilizar instalações militares.
Da mesma forma, ele contrastou a postura do Papa, que defende que a regularização dos imigrantes é um direito e que os direitos humanos devem ser protegidos, com a dos partidos de extrema direita.
Torres lamentou que essas formações políticas defendam a deportação de crianças “para onde quer que cheguem, sem se importarem com as condições”, enquanto o Pontífice lembra que essas pessoas são seres humanos que precisam de assistência.
Por esse motivo, o ministro considerou que a visita do Papa é “necessária” e servirá para “expor” aqueles que se opõem ao acolhimento.
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