MADRID 20 abr. (Portaltic/EP) -
A Tools for Humanity lançou um novo aplicativo independente para seu serviço World ID, que permitirá verificar a identidade humana “real e única” dos usuários diretamente do smartphone de forma simples, com novos recursos que ajudarão a combater a revenda de ingressos para shows por meio de bots, entre outras novidades.
Seja ao ler comentários na internet, comprar ingressos para um show ou conhecer alguém em um aplicativo de namoro ou rede social, a inteligência artificial (IA), os sistemas automáticos e os bots muitas vezes se apresentam como um inconveniente para saber se o que é exibido na tela é real ou não, se há um ser humano por trás disso ou não, causando desafios na confiança e segurança dos usuários em seu ambiente online.
Diante dessa problemática, a empresa de tecnologia cofundada pelo CEO da OpenAI, Sam Altman, é conhecida por oferecer a solução World ID (anteriormente Worldcoin), um sistema de verificação que escaneia os olhos e o rosto dos usuários para criar uma identidade humana, com a qual é possível comprovar posteriormente que é uma pessoa que está utilizando os serviços da internet.
O World ID está disponível como opção na carteira World App e permite seu uso em plataformas de namoro, sites de comércio eletrônico para verificar se as avaliações vêm de compradores reais ou, inclusive, em plataformas financeiras para prevenir fraudes automatizadas.
No entanto, agora, a Tools for Humanity apresentou um novo aplicativo independente para o World ID, separado de sua função na carteira de criptomoedas, que impulsionará o uso de sua tecnologia para a verificação de pessoas reais na internet.
Este aplicativo será lançado em breve com o objetivo de oferecer uma opção para gerenciar e utilizar a verificação de identidade humana de forma mais simples na internet e nos serviços digitais, conforme detalhado em um comunicado.
Ou seja, com o aplicativo World ID e sua compatibilidade com vários autenticadores, os usuários poderão comprovar que são reais de forma “tão natural” quanto ao desbloquear o smartphone ou fazer login nas redes sociais.
Por exemplo, ao comprar um ingresso para um show ou participar de um torneio de videogames, será possível verificar a identidade da pessoa, utilizando o World ID como a camada de confiança que comprova que o usuário é real na experiência em questão.
Uma vez utilizado o World ID para se autenticar em uma plataforma, a plataforma analisará a identidade e receberá uma certificação criptográfica que confirmará que o usuário é uma pessoa real e única.
Portanto, quem possuir uma identidade World ID poderá usar o novo aplicativo para se autenticar em plataformas e serviços, gerenciar seus autenticadores, armazenar credenciais e controlar como seu World ID é utilizado, mantendo as garantias do protocolo, como anonimato, descentralização e inclusão.
Assim, a base desta atualização é uma nova arquitetura que “eleva os padrões de privacidade, segurança e autocustódia, ao mesmo tempo em que mantém uma experiência familiar e fluida para os titulares do World ID”. Por exemplo, será impedido que as interações sejam vinculadas ou correlacionadas, além de ser utilizada uma arquitetura que garanta que nenhum dado pessoal seja exposto ou armazenado, sejam nomes, localização ou a atividade em questão.
Da mesma forma, para que qualquer aplicativo possa funcionar como autenticador do World ID, a Tools for Humanity informou que publicará o código-fonte do SDK do World ID. Além disso, especificou que a identidade dos usuários é instalada exclusivamente no dispositivo.
No entanto, foi projetado de forma descentralizada, de modo que, no futuro, outros desenvolvedores e organizações poderão criar seus próprios autenticadores, uma vez que dispõem de um protocolo aberto.
“Com o World ID e o próximo lançamento do aplicativo World ID, a prova de humanidade se torna algo que você leva consigo pela internet. Uma verificação única que funciona onde você precisar: nas plataformas onde você se conecta, compete, descobre e cria”, concluiu a empresa.
COMO FUNCIONA O WORLD ID
Em ocasiões anteriores, o diretor de produtos da Tools for Humanity, Tiago Sada, já se referiu a essa ferramenta como “um pequeno passaporte humano” com o qual “qualquer pessoa pode verificar online que é um ser humano real e único, e levar essa verificação por toda a internet, demonstrando sua humanidade perante qualquer plataforma ou serviço sem revelar quem é”.
Além disso, a verificação é anônima porque não é necessário compartilhar dados pessoais com os aplicativos, nem os dados de atividade são rastreados ou armazenados. Baseia-se simplesmente em um sistema que determina que a pessoa é humana e está realizando ações na Internet.
Para isso, eles utilizam uma câmera de última geração chamada The Orb, que captura informações biométricas de seres humanos, e uma tecnologia de anonimização criptográfica que armazena os dados de forma criptografada. Com tudo isso, quase 18 milhões de pessoas já “verificaram sua humanidade” em um Orb.
NOVAS POSSIBILIDADES COM O WORLD ID
Levando tudo isso em conta, a Tools for Humanity compartilhou sua intenção de ampliar os usos dessa tecnologia com novas ferramentas como o Concert Kit, um recurso que visa combater os bots que compram e revendem ingressos para eventos de grande público.
Especificamente, ela permite que os artistas reservem um número específico de ingressos para pessoas verificadas com o World ID, que poderão acessar a compra de forma exclusiva por meio de plataformas de venda como a Ticketmaster. Dessa forma, garante-se que quem comprar esses ingressos sejam pessoas reais, evitando que sejam adquiridos por bots.
A Tools for Humanity destacou que artistas como o cantor Bruno Mars já anunciaram que pretendem utilizar a solução em seus próximos eventos de grande público.
Da mesma forma, esse conceito também será aplicado a outros serviços online, como é o caso do Tinder, que utilizará o World ID como uma solução de verificação de idade em nível global, após testá-lo inicialmente no Japão, além de confirmar que há uma pessoa real por trás de um perfil.
Da mesma forma, empresas como a Zoom e a DocuSign irão incorporá-lo no âmbito empresarial. Isso possibilita maior proteção para as videochamadas contra os “deepfakes”, bem como reforça a autenticidade das comunicações, garantindo que elas se limitem a pessoas reais.
Especificamente no âmbito empresarial, a empresa de tecnologia destacou que os sistemas de segurança atuais podem verificar dispositivos e contas com métodos que não são totalmente seguros, pois, se alguém tiver acesso ao dispositivo, às credenciais ou à chave de segurança, poderá se passar pelo usuário em questão.
O World ID vai além e verifica diretamente as pessoas, garantindo que a mesma pessoa real e única esteja presente nas interações, sem comprometer a privacidade.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático