MADRID 9 jun. (EUROPA PRESS) -
Um estudo realizado no Hospital Universitário e Politécnico La Fe, em Valência, sugere que a tomografia computadorizada da coluna lombar, um exame de imagem amplamente utilizado na prática clínica, pode servir como ferramenta de triagem oportunista da osteoporose, sem a necessidade de submeter os pacientes a exames complementares.
A osteoporose é uma doença que afeta mais de 3 milhões de pessoas na Espanha, especialmente mulheres com mais de 50 anos, pacientes em tratamento crônico com corticosteroides ou pacientes oncológicos.
Além disso, a osteoporose enfraquece progressivamente as trabéculas ósseas a ponto de pequenos traumatismos poderem causar fraturas graves, como fraturas vertebrais, fraturas de punho ou fratura de quadril.
A densitometria óssea é atualmente a técnica de referência para o diagnóstico dessa doença. No entanto, esse exame nem sempre faz parte do estudo inicial de todos os pacientes e sua interpretação pode ser limitada quando coexistem alterações degenerativas no osso.
Os autores do estudo apresentaram o trabalho durante o 40º Congresso da Sociedade Espanhola da Coluna Vertebral (GEER). A equipe de pesquisa, composta pelos doutores Pablo Ulldemolins, Juan Pedro Mencía e Arthur Maes, sob a coordenação da doutora Teresa Bas, propôs analisar se outros exames de imagem já realizados com frequência em pacientes com dor lombar, fraturas ou patologias degenerativas, como a tomografia computadorizada (TC) ou a ressonância magnética, podem ser aproveitados para detectar mais cedo muitos pacientes que hoje passam despercebidos.
“As tomografias computadorizadas que hoje são realizadas por outros motivos poderiam ser utilizadas para analisar a situação óssea do paciente, o que evitaria densitometrias e, portanto, poderia antecipar o diagnóstico dos pacientes e reduzir custos para o sistema de saúde. Além disso, com esse exame, podemos antecipar o surgimento de novas fraturas e, assim, iniciar precocemente o tratamento para evitá-las”, explica Ulldemolins, um dos principais pesquisadores do estudo.
Os resultados mostraram que a metanálise das unidades digitais fornecida pela tomografia computadorizada lombar não apenas se correlacionava com a densidade mineral óssea, como faz atualmente a densitometria, mas também permite prever o surgimento de novas fraturas em outras partes do corpo.
"Agora, nosso desafio é transferir esses resultados para a ressonância magnética, um exame realizado em muitos pacientes com dor lombar e que, além disso, não expõe os pacientes à radiação", destacou Ulldemolins.
Os médicos Juan Pedro Mencía e Arthur Maes também destacam o ambiente de pesquisa do Hospital La Fe: “O La Fe reúne as condições ideais para desenvolver projetos desse tipo, graças ao apoio do hospital, do serviço e da doutora Teresa Bas”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático