Publicado 21/04/2026 05:32

Tim Cook deixa o cargo de CEO: assim foram seus anos à frente da Apple após consolidar a era moderna da fabricante do iPhone

Archivo - Arquivo - 9 de setembro de 2025, EUA, Cupertino: O CEO da Apple, Tim Cook, participa da apresentação dos novos modelos de iPhone. Foto: Andrej Sokolow/dpa
Andrej Sokolow/dpa - Arquivo

MADRID 21 abr. (Portaltic/EP) -

Tim Cook deixará a liderança da Apple como diretor executivo para dar lugar a John Ternus como seu sucessor, dando início a uma nova etapa na empresa de Cupertino como presidente executivo, após 15 anos de inovação no iPhone e de consolidação da empresa como uma das mais valiosas e influentes da atualidade.

Em plena comemoração do 50º aniversário da Apple, a empresa de tecnologia decidiu dar uma guinada em sua estrutura executiva. O atual responsável pela unidade de “hardware”, John Ternus, se tornará o novo diretor executivo da empresa da maçã, substituindo Tim Cook, que passará a ocupar o cargo de presidente executivo a partir de 1º de setembro.

Timothy Donald Cook (1960, Alabama, Estados Unidos) é atualmente reconhecido por sua ampla e consolidada carreira na área de tecnologia que, embora tenha atingido seu auge na Apple, começou muito antes.

Sua primeira experiência profissional teve início na gigante International Business Machines Corporation (IBM), onde passou 12 anos ocupando cargos de direção na divisão de fabricação e distribuição para a América do Norte e a América Latina. Posteriormente, mudou-se para a empresa de equipamentos eletrônicos de alto desempenho Intelligent Electronics e, em seguida, passou para a empresa de computadores Compaq.

Cook só pisou nas instalações da empresa de Cupertino em 1998, quando foi contratado pelo então ícone do Vale do Silício e CEO da Apple, Steve Jobs.

Seus primeiros passos na Apple foram como responsável pela cadeia de suprimentos global, embora também tenha ocupado cargos como responsável pelas vendas e operações mundiais da empresa, bem como pelo serviço e suporte técnico da Apple em todos os mercados e países.

Da mesma forma, suas conquistas na empresa de tecnologia incluem a direção da divisão Macintosh da Apple, bem como dar um impulso fundamental no desenvolvimento contínuo das relações estratégicas com distribuidores e fornecedores.

Durante esse período, ele já assumiu a direção da empresa em algumas ocasiões, devido às ausências médicas de Steve Jobs causadas por sua longa doença no pâncreas. Por fim, Tim Cook foi nomeado CEO em agosto de 2011, momento em que assumiu as rédeas da empresa meses antes de a doença levar a melhor sobre Jobs, que faleceu em 5 de outubro, aos 56 anos de idade.

Desde então, o executivo tem lidado com as expectativas de igualar a figura de gênio tecnológico que Jobs representava e, embora talvez com um estilo diferente, conseguiu consolidar a Apple como uma das empresas mais valiosas e influentes do mundo atualmente.

ESTRATÉGIA E PRODUTOS NOS QUAIS MAIS APOSTOU

Reconhecido por um estilo de liderança mais colaborativo e discreto do que o de seu antecessor, Cook ficou conhecido durante esses 15 anos de liderança por um comportamento mais focado no trabalho, como um executivo que se deixa guiar pelos dados e que sabe ouvir aqueles que o cercam.

Com essa perspectiva, Cook liderou o lançamento e a consolidação de produtos-chave, com mudanças evidentes em sua linha de produtos, embora sempre mantendo-se fiel à filosofia da empresa: pensar no design como um serviço ao usuário.

Por exemplo, durante seus anos como CEO, deixou para trás um dos dispositivos que era considerado fundamental para a empresa. Trata-se do iPod, que perdeu espaço na estratégia da empresa devido a uma evolução do mercado. Especificamente, sua fabricação foi interrompida em 2022 em favor dos serviços de streaming de música para dispositivos móveis, com o Apple Music.

Em relação aos iPhones, seu dispositivo estrela, destaca-se a mudança de estratégia liderada por Cook em direção a telas maiores, em contraposição à visão que Jobs tinha. Sobretudo a partir da série iPhone 6, quando passaram a ser smartphones de 4,5 e 5,5 polegadas, em comparação com os tamanhos reduzidos dos modelos anteriores, como o iPhone 4. Seguindo essa evolução, os modelos mais recentes de iPhone contam com telas de até 6,9 polegadas, como é o caso do iPhone 17 Pro Max.

Os iPads, por sua vez, ampliaram suas opções com produtos como o iPad Mini (2012), a versão Air (2013) ou o iPad Pro (2015), com a intenção de se adaptar às necessidades de cada usuário e torná-los mais potentes e finos, tudo isso com foco na produtividade e no entretenimento.

Tanto para o iPhone quanto para o iPad, a empresa apostou em diferentes designs de bordas retas e arredondadas, em um formato de tela inteira eliminando o conhecido botão central inferior, painéis cada vez mais visuais como as telas Liquid Retina XDR, bem como em um foco cada vez mais relevante na câmera e nas capacidades fotográficas.

Sob sua liderança, a Apple também deu o salto estratégico para os chips próprios com o Apple Silicon, lançados inicialmente com a versão M1 nos computadores MacBook Pro e Air de 13 polegadas e no desktop Mac Mini.

O poder desses chips foi introduzido na linha de iPads e continuou evoluindo até outubro do ano passado, quando foi apresentado o M5, que avança em direção à era da inteligência artificial (IA).

Da mesma forma, Cook supervisionou o lançamento de novas categorias de produtos, como o Apple Watch, o primeiro relógio inteligente que chegou à Espanha em 2015 para se consolidar posteriormente como um dos 'wearables' mais procurados, com funções específicas voltadas para o esporte e os cuidados com a saúde.

O mesmo ocorreu com os AirPods, que chegaram em 2016 como um novo dispositivo que reinventou os fones de ouvido, ao oferecer uma forma de ouvir áudio sem fios, com som de alta qualidade.

Por outro lado, além de seus dispositivos, a liderança de Cook também impulsionou uma expansão do negócio de serviços, que inclui Apple Music, Apple TV+ e Apple Pay, entre diversas mudanças para a empresa da maçã.

Além de tudo isso, Cook colocou temas como a privacidade dos usuários, a diversidade e a neutralidade de carbono no centro do discurso corporativo, comprometendo a empresa com objetivos ambientais ambiciosos.

IA E REALIDADE MISTURADA

Entre os dispositivos mais inovadores que a Apple incorporou recentemente, na última etapa da liderança de Tim Cook, não se pode deixar de mencionar seu visor de realidade mista (RM) Apple Vision Pro, que foi lançado em fevereiro de 2024, com um preço de US$ 3.499 e acesso a mais de um milhão de aplicativos provenientes do iOS e do iPadOS.

Este visor apresenta uma interface que retoma a linguagem de design do iOS e do Mac, pode ser controlado com os olhos, as mãos e a voz; e integra uma tela com o sistema EyeSight, que projeta a imagem dos olhos de quem o utiliza.

No que diz respeito à inteligência artificial (IA), esse é um dos campos em que a Apple ficou para trás sob a liderança de Cook e diante do auge de outras empresas de tecnologia, como é o caso da OpenAI, Meta ou Google.

No entanto, a empresa marcou uma revolução em seus sistemas operacionais iOS, iPadOS, macOS e watchOS, principalmente por meio do Apple Intelligence, seu conjunto de ferramentas impulsionadas por IA com opções de escrita, resumo de mensagens ou formas de edição de fotos, que chegou com o iOS 18.1.

A empresa também pretende oferecer uma nova experiência com sua assistente Siri renovada, que deve chegar ainda este ano de 2026 para oferecer uma visão de IA integrada, com base nos modelos do Google Gemini.

Com tudo isso, Tim Cook continuará como CEO da Apple durante os próximos meses em um período de transição, no qual será realizada sua conferência anual de desenvolvedores WWDC em 8 de junho e onde será apresentada sua assistente Siri renovada, até que finalmente John Ternus assuma o cargo de diretor executivo e Cook dê um passo à parte para se tornar presidente executivo, cargo a partir do qual continuará liderando a empresa.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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