PLOS ONE (2025). DOI: 10.1371/JOURNAL.PONE.0318239
MADRID 4 abr. (EUROPA PRESS) -
Uma nova pesquisa da Universidade Estadual de Portland, focada na identificação de sinais de vida (bioassinaturas) em ambientes extremos na Terra, incentiva a busca por outros mundos.
Os cientistas estudaram se o movimento microbiano ativo (por exemplo, natação), a morfologia e as propriedades ópticas poderiam servir como bioassinaturas usando videomicroscopia in situ em uma variedade de locais de campo extremos, muitos dos quais não foram explorados anteriormente usando essa técnica.
O estudo foi publicado na revista PLOS ONE.
"Esses ambientes são considerados fortes análogos de ambientes extraterrestres, como os encontrados em outros planetas e luas do nosso sistema solar", disse o autor principal Carl Snyder, candidato a PhD em física.
Os pesquisadores descobriram que pelo menos uma das três bioassinaturas (movimento, morfologia ou propriedades ópticas) estava presente em todas as amostras ambientais analisadas, desde desertos quentes até gelo ártico e fontes alcalinas.
Isso corrobora a ideia de que, mesmo em ambientes extremos, uma fração dos micróbios apresenta características detectáveis que indicam vida.
NOVA FERRAMENTA PROMISSORA
Essa pesquisa também destaca a microscopia holográfica digital (DHM) como uma ferramenta promissora para futuras missões espaciais que analisem amostras líquidas em busca de vida. Ela também destaca a onipresença da natação microbiana como uma possível bioassinatura.
Para explorar isso ainda mais, os pesquisadores introduziram estímulos químicos e térmicos para avaliar seus efeitos sobre a motilidade microbiana. As respostas variaram: alguns ambientes apresentaram fortes respostas microbianas, enquanto outros apresentaram pouca ou nenhuma resposta.
Apesar dessas diferenças, uma descoberta consistente em todos os locais foi a presença de bioassinaturas microbianas em todos os locais explorados com MHD.
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