Publicado 09/04/2026 14:36

O Telescópio ESPRESSO, em Paranal (Chile), realiza suas primeiras observações para auxiliar na busca por exoplanetas

O Telescópio ESPRESSO, em Paranal (Chile), realiza suas primeiras observações para auxiliar na busca por exoplanetas.
ESO

MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -

O Telescópio Solar ESPRESSO, instalado no Observatório Europeu Austral (ESO) em Paranal (Chile), concluiu com sucesso no início de abril suas observações de teste, conforme informado pela ESO nesta quinta-feira. Nas próximas semanas, a equipe testará e otimizará o sistema antes de iniciar as observações científicas.

Este telescópio busca compreender como a variação da luz de estrelas como o Sol pode mascarar a presença de planetas que orbitam em torno delas, o que ajudará na busca por exoplanetas, ou seja, mundos fora do Sistema Solar. “(Ele) é descrito como um telescópio solar para caçadores de planetas”, destacou a ESO.

Conforme explicou a ESO, os exoplanetas são detectados e estudados principalmente observando-se a luz de sua estrela hospedeira, muitas vezes detectando pequenas mudanças no espectro da mesma, como, por exemplo, a luz dividida nas cores ou frequências que a compõem. No entanto, a atividade estelar pode produzir sinais que ofuscam, ou até mesmo imitam, aqueles esperados de um planeta em órbita.

Esse “ruído” pode ser medido com os instrumentos atuais de busca de exoplanetas. No entanto, eliminá-lo dos espectros de estrelas distantes é “um desafio”, já que a ciência não compreende em detalhes como a atividade estelar altera a luz observada. Por isso, a ESO defende que se aprenda com o Sol.

Nesse sentido, as observações do Telescópio ESPRESSO “podem ser fundamentais para a descoberta e caracterização de exoplanetas, que atualmente podem estar ocultos pelo ruído”, destacou o pesquisador principal da ferramenta, Nuno Santos.

O telescópio permite que os cientistas analisem áreas muito específicas do Sol, com altíssima resolução, de uma maneira nunca antes realizada. Ao estudar simultaneamente tanto o disco solar quanto as características individuais da superfície, os especialistas podem determinar exatamente como a atividade estelar altera o espectro solar.

Consequentemente, isso pode ser usado como guia para eliminar com precisão o “ruído” de estrelas distantes que possam abrigar exoplanetas. Segundo explica a ESO, ela dispõe de um telescópio com um espelho de 60 centímetros (cm) de diâmetro que capta luz de áreas específicas do Sol, como manchas solares individuais, investigando os sinais da atividade estelar.

Por sua vez, ela também possui um telescópio menor que capta luz de toda a superfície visível do Sol (o disco solar).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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