OVIEDO 24 jun. (EUROPA PRESS) -
O Hospital Universitário Central de Astúrias (HUCA) participou de um estudo pioneiro que demonstra que as ferramentas de telemedicina podem transformar o gerenciamento clínico da insuficiência cardíaca, uma das doenças crônicas com maior prevalência e impacto na saúde. Os resultados do estudo, publicados na revista The Lancet Digital Health, confirmam que o uso combinado de telemonitoramento e teleintervenção reduz os episódios de descompensação em 70% e a mortalidade cardiovascular em 54%.
O estudo, denominado HERMeS (Heart Failure Events Reduction with Remote Monitoring and Digital Health Support), foi conduzido pelo Hospital Universitário de Bellvitge, pelo Instituto de Pesquisa Biomédica de Bellvitge (Idibell) e pelo Centro de Pesquisa Biomédica da Rede de Doenças Cardiovasculares (Cibercv), e foi realizado entre 2018 e 2022 com a participação de dez hospitais em todo o país.
No caso das Astúrias, o HUCA contribuiu com 42 pacientes para o estudo, representando cerca de 10% do total de 506 participantes, todos eles previamente hospitalizados por descompensação. Os pacientes foram divididos em dois grupos: um recebeu o tratamento habitual e o outro usou uma plataforma digital para monitoramento diário e consultas remotas com a equipe médica.
Os resultados mostram que o grupo que usou ferramentas de telemedicina reduziu o risco de novos eventos de 41% para 17%. Nas palavras do Dr. Sergi Yun Viladomat, do Hospital Bellvitge, "esses dados reforçam a necessidade de incorporar a telemedicina às diretrizes clínicas como um modelo seguro, dimensionável e eficaz, tanto para melhorar a qualidade de vida quanto para aliviar a carga de cuidados".
Nas Astúrias, os pesquisadores principais Eva García Marina e Álvaro González Franco destacaram a eficácia do sistema: "A chave do sucesso foi a capacidade de agir proativamente. Os pacientes do grupo de tecnologia foram contatados com mais frequência, o que possibilitou a intervenção antes que ocorressem complicações graves.
APLICAÇÃO REAL
O Ministério da Saúde do Principado já está trabalhando no projeto de um sistema abrangente de monitoramento remoto para pacientes com insuficiência cardíaca, tanto em hospitais quanto na atenção primária. A proposta baseia-se na experiência acumulada do programa Umipic, presente em cinco hospitais asturianos: Cabueñes, Fundación Jove, San Agustín, Valle del Nalón e HUCA.
De acordo com dados do Ministério Regional, essa patologia gera cerca de 3.000 hospitalizações por ano nas Astúrias, mil delas na área de saúde IV, com pacientes principalmente crônicos e multipatológicos. A implementação dessa tecnologia reduziria as readmissões, melhoraria a qualidade de vida e otimizaria o uso dos recursos de saúde.
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