Iranian Foreign Ministry/ZUMA Pr / DPA - Arquivo
MADRID 7 jul. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, defendeu nesta segunda-feira que a Alemanha preste contas por sua “cumplicidade na agressão militar contra o Irã”, bem como assuma os custos de sua “participação ativa” nela.
“A Alemanha deve prestar contas integralmente por sua cumplicidade na agressão militar contra o Irã e arcar com os elevados custos de sua participação ativa no crime de agressão”, afirmou Baqaei em uma mensagem publicada nas redes sociais a respeito da guerra no Irã desencadeada após a ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra Teerã no último dia 28 de fevereiro.
Nessa linha, o porta-voz das Relações Exteriores da República Islâmica defendeu que “nenhuma postura ofensiva permitirá que o regime de Berlim se exima da responsabilidade por seu papel nesta guerra ilegal e pelos crimes de guerra cometidos contra o povo iraniano”.
Durante essa declaração nas redes sociais, Baqaei atacou o ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, de quem compartilhou uma captura de tela de uma entrevista ao jornal alemão “Handelsblatt”, na qual ele levanta a possibilidade de Teerã arcar com os custos da remoção de minas no Estreito de Ormuz.
“A retórica do ministro das Relações Exteriores alemão sobre o Estreito de Ormuz é absolutamente vergonhosa: uma distorção grotesca da realidade que cheira a Mefistófeles, a personagem do ‘Fausto’ de Goethe”, afirmou Baqaei em sua publicação.
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