MADRID 24 jul. (EUROPA PRESS) -
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, comemorou o 80º aniversário da Constituição da OMS e afirmou que, “em um mundo conturbado e dividido”, seus princípios assumem atualmente “mais importância do que nunca”.
“A Constituição continua sendo nosso guia. A OMS continua sendo o lugar onde os países se reúnem para enfrentar os desafios de saúde que nenhum de nós pode resolver sozinho”, destacou Tedros.
Nesse contexto, ele lembrou que a Constituição foi assinada em julho de 1946, quando as nações que emergiam da devastação da Segunda Guerra Mundial optaram pela cooperação em vez da divisão. “Assinaram a Constituição da OMS, fundamentada em uma ideia ousada e radical: que a saúde é fundamental para a paz e a segurança, e que a saúde é um direito humano”, acrescentou.
Além disso, Tedros agradeceu o papel das pessoas que participaram da elaboração da Constituição da OMS. Assim, ele destacou que o Dr. Thomas Parran, cirurgião-geral dos Estados Unidos, convocou e presidiu a Conferência Internacional de Saúde de 1946, em Nova York, onde os delegados finalizaram e assinaram a Constituição.
Na Conferência de São Francisco de 1945, onde a ONU foi fundada, o diplomata chinês Szeming Sze propôs pela primeira vez a criação de uma organização mundial dedicada à saúde. Juntamente com o brasileiro Geraldo de Paula Souza, ele transformou essa visão em realidade. “Sua colaboração concretizou um princípio que ainda define a OMS: o progresso é alcançado quando os países trabalham juntos”, destacou Tedros.
“Mas o homem que concebeu as visões mais amplas do trabalho internacional em saúde desenvolvidas entre as duas Guerras Mundiais foi o polonês Ludwik Rajchman, diretor médico da Organização de Saúde da Liga. Posteriormente, ele desempenhou um papel fundamental na criação do UNICEF”, observou o diretor-geral da OMS.
Além disso, ele destacou o papel do Dr. Brock Chisholm, que concretizou a Constituição como primeiro diretor-geral da OMS: “Ele transformou sua visão fundacional em ação, liderando a Organização durante seus primeiros anos e contribuindo para estabelecer a instituição que conhecemos hoje”.
Da mesma forma, Tedros destacou o importante papel desempenhado pelos líderes africanos na elaboração da Constituição da OMS, entre eles o Dr. Joseph Nathaniel Togba e o Dr. Aly Tewfik Shousha Pasha.
“A Constituição da OMS nunca foi obra de uma única nação. Ela foi elaborada por meio da colaboração internacional e assinada por representantes de todas as regiões do mundo. Culturas diferentes. Sistemas políticos diferentes. Histórias diferentes. Unidos por uma mesma convicção: a saúde é um direito humano fundamental”, concluiu Tedros.
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