Publicado 15/06/2026 09:10

Tedros e Lula pedem aos países do G7 que aprovem o Acordo sobre Pandemias da OMS

Archivo - Arquivo - Equipe de saúde atendendo a um paciente internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com coronavírus do Hospital Universitário Dr. Josep Trueta, em Girona, Catalunha (Espanha), em 21 de dezembro de 2020. A Catalunha a
Glòria Sánchez - Europa Press - Arquivo

MADRID 15 jun. (EUROPA PRESS) -

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, enviaram uma carta aos líderes do G7, do G20, dos BRICS e dos demais países para solicitar a conclusão do anexo relativo ao acesso a patógenos e à repartição de benefícios do Acordo sobre Pandemias da OMS.

“Escrevemos juntos, de Genebra e de Brasília, com uma convicção comum: que o mundo deve concluir o que começou, e que vocês podem ajudar a alcançar isso”, destaca a carta, publicada por ocasião da Cúpula do G7.

Assim, eles lembram que, há pouco mais de um ano, foi adotado o Acordo da OMS sobre Pandemias para fortalecer a colaboração entre os países na prevenção, preparação e resposta a pandemias. “Em um mundo dividido, esse resultado não deveria ser dado como certo. Foi um ato de esperança e de confiança mútua. Escrevemos a vocês agora porque essa esperança ainda não se concretizou e porque está em suas mãos contribuir para que ela se torne realidade”, acrescentam no comunicado.

Apesar do acordo, os líderes destacam que “falta uma peça fundamental”. Afirmam que os países devem ser capazes de identificar rapidamente os patógenos com potencial pandêmico e compartilhar suas informações e material genético para que os cientistas possam desenvolver as ferramentas. "Os testes, os tratamentos e as vacinas que decidem quem vive e quem não vive", acrescentam na carta.

Nesse contexto, explicam que, para alcançar isso, é necessário concluir o anexo sobre acesso a patógenos e repartição de benefícios. “É a última peça do quebra-cabeça, não apenas para o Acordo sobre Pandemias, mas para tudo o que a OMS e os Estados-membros construíram a partir das duras lições da COVID-19. Até que seja concluído, o Acordo não pode entrar em vigor. A promessa continua sem ser cumprida”, afirmam.

Tanto Lula quanto Tedros confiam que será possível chegar a um acordo na próxima reunião dos Estados-membros, que ocorrerá de 6 a 17 de julho.

VONTADE POLÍTICA, EQUIDADE E URGÊNCIA

A primeira solicitação que fazem é a "vontade política ao mais alto nível". Eles garantem que as questões pendentes não serão resolvidas apenas com “esforços técnicos”, mas que será necessário um sinal claro que somente um chefe de governo pode dar: que a finalização deste anexo é uma prioridade nacional e que seus negociadores possam buscar o consenso com coragem, em vez de cautela.

Da mesma forma, reivindicam um “espírito de equidade”, pois, em sua opinião, aqueles que compartilham patógenos perigosos devem confiar de que as vacinas e os tratamentos derivados desse intercâmbio também chegarão ao seu próprio povo.

Por fim, destacam que o acordo envolve um “senso de urgência”. “A próxima pandemia não vai esperar por nós. Os cientistas estimam que há uma probabilidade de cerca de uma em quatro de que ocorra outra pandemia na próxima década, e as bases sobre as quais se assentam nossas antigas suposições estão mudando”, alertam.

“Fizemos uma promessa aos milhões de pessoas que perdemos e às famílias que ainda sofrem com sua ausência. Sejamos a geração que cumpra essa promessa. Concluir este Acordo, por meio de um compromisso mútuo, é a nossa promessa coletiva de proteger a humanidade. Vamos cumpri-la, juntos e a tempo”, conclui o comunicado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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