Publicado 13/07/2025 04:20

Tecnólogo em alimentos adverte: não compre bolinhas na praia se você estiver grávida ou com crianças pequenas

Tecnólogo em alimentos adverte: não compre bolinhas na praia se você estiver grávida ou com crianças pequenas
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MADRID 13 jul. (EUROPA PRESS) -

Com a chegada do calor, as praias do sul da Espanha e de Portugal estão repletas de vendedores ambulantes que oferecem um doce muito típico e aparentemente inofensivo: as bolinhas de Berlim. No entanto, um tecnólogo em alimentos emitiu um alerta claro sobre o risco de consumi-las, especialmente para mulheres grávidas, crianças, idosos e outros grupos vulneráveis.

Cristina Lora, especialista em segurança alimentar e professora do curso de Dietética do CFGS, analisou esse produto tradicional em um vídeo publicado no Instagram. Como ela explica, as bolinhas - bolinhos fritos recheados com creme de leite e cobertos de açúcar - representam "um atentado à segurança alimentar" se não forem conservadas adequadamente.

PERIGO INVISÍVEL: CALOR E FALTA DE REFRIGERAÇÃO

O principal problema está no creme de leite, que é feito exclusivamente com leite, ovos e açúcar. Esses ingredientes, diz Lora, são altamente perecíveis e devem ser mantidos abaixo de 5 graus Celsius para evitar o crescimento de bactérias perigosas, como Staphylococcus aureus, Bacillus cereus ou Salmonella enterica.

"Se esses bolos não forem mantidos frios, as bactérias podem se desenvolver muito rapidamente e produzir toxinas que podem causar intoxicação alimentar", adverte. E lembre-se de que, no verão, as temperaturas na areia podem chegar a 40 graus Celsius, o que multiplica os riscos.

VENDA AMBULANTE SEM GARANTIAS

Um dos aspectos que mais preocupam esse especialista é que esses doces são vendidos e transportados em cestas à temperatura ambiente, sem nenhum tipo de controle sobre a cadeia de frio. "Acredite, neste verão as praias podem chegar a 40 graus", insiste ela, ressaltando a impossibilidade de manter condições seguras nesse contexto.

Embora esse tipo de venda seja muito comum e esteja normalizado em áreas como Ayamonte ou o Algarve, a tecnóloga lembra que o fato de os alimentos estarem disponíveis "não significa que sejam seguros para todos".

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E SE O RECHEIO NÃO FOR DE CREME?

Algumas pessoas perguntaram nos comentários do vídeo se o risco era o mesmo quando as bolinhas são recheadas com outros ingredientes, como creme de cacau. Na dúvida, Cristina Lora esclareceu que as que contêm Nutella "são muito mais seguras porque não têm risco microbiológico, são ingredientes 'seguros'", o que reduz consideravelmente as chances de intoxicação. Mesmo assim, a tecnóloga insiste que o principal problema ainda é a falta de controle higiênico e a exposição prolongada ao calor.

Há também casos em que o recheio imita um creme de confeiteiro, mas é feito com preparações industriais que não contêm ovos ou leite fresco e incluem estabilizadores. Nesses casos, o risco microbiológico é muito menor, pois o produto é projetado para suportar temperaturas mais altas sem refrigeração.

GRUPOS DE RISCO: PRECAUÇÕES ESPECIAIS

O aviso é direcionado especialmente às pessoas que são mais vulneráveis a infecções de origem alimentar: bebês, crianças, idosos, gestantes e pessoas imunocomprometidas. Nesses casos, uma intoxicação alimentar leve pode levar a complicações mais sérias, portanto, é aconselhável tomar precauções extras e evitar esse tipo de produto em ambientes extremamente quentes e em vendas de rua sem refrigeração.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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