MADRID 3 out. (EUROPA PRESS) -
O Sindicato dos Técnicos de Enfermagem (SAE) pediu uma maior conscientização sobre a ostomia para evitar o isolamento de pacientes ostomizados, que muitas vezes sofrem sequelas físicas e emocionais após essa prática cirúrgica, que consiste em criar uma abertura entre os intestinos e a parede abdominal, através da qual os produtos residuais deixam o corpo e são coletados em uma bolsa.
"A SAE quer conscientizar a população sobre essa prática cirúrgica e suas características, a fim de evitar comportamentos que possam levar ao isolamento do paciente. Mas também é essencial que os profissionais de saúde tenham o treinamento e os recursos necessários para resolver os problemas, tanto físicos quanto psicológicos, que os pacientes ostomizados podem sofrer", disse o secretário de Ação Social da SAE, Daniel Torres.
Na Espanha, há cerca de 200.000 pessoas com ostomias, às quais se somam mais 13.000 a cada ano, e que precisam se submeter a essa intervenção devido a patologias que afetam o sistema digestivo ou urinário, como câncer colorretal, câncer de bexiga, doença inflamatória intestinal, obstrução intestinal, doença diverticular ou infecção, e que exigem a modificação da anatomia de certos órgãos.
Esses pacientes podem sentir "medo e insegurança" após a intervenção, e é por isso que a SAE insistiu na importância de aumentar a conscientização sobre essa prática e para que a sociedade tenha empatia com o paciente, apoiando-o e integrando-o, tanto socialmente quanto no local de trabalho.
Ele também enfatizou que uma pessoa com estomia pode levar uma vida "completamente normal" e que, se adotar uma série de rotinas para cuidar do estoma e usar os dispositivos sanitários adequados, a estomia "passa despercebida".
"Não devemos nos esquecer de que qualquer um de nós pode ter que se submeter a uma ostomia para salvar a vida", acrescentou o Secretário de Ação Social da SAE.
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