Publicado 13/08/2025 15:12

Técnica de imagem usada no câncer pode melhorar a abordagem da aterosclerose, segundo estudo

Archivo - Arquivo - Artéria bloqueada por placas de colesterol.
RASI BHADRAMANI/ISTOCK - Arquivo

MADRID 13 ago. (EUROPA PRESS) -

O Centro Nacional de Pesquisas Cardiovasculares (CNIC) da Espanha demonstrou que o 18FDG-PET, uma técnica de imagem comumente usada em patologias como o câncer, também permite monitorar a atividade da aterosclerose, o que poderia melhorar seu monitoramento e abrir as portas para novos tratamentos.

A aterosclerose é uma doença silenciosa que progride durante anos sem causar sintomas e é a principal causa de ataques cardíacos e derrames. Caracteriza-se pelo acúmulo de lipídios, células e outras substâncias nas paredes das artérias, que podem obstruir o fluxo sanguíneo ou romper-se repentinamente e causar eventos cardiovasculares graves.

Embora existam tratamentos eficazes para retardar sua progressão, ainda é difícil avaliar com precisão se uma intervenção médica está funcionando para os pacientes.

Nesse novo estudo, os cientistas demonstram que o sinal detectado em um exame de '18FDG-PET', uma técnica de tomografia por emissão de pósitrons que mede a energia consumida pelas células do corpo, reflete o metabolismo celular das lesões ateroscleróticas e não apenas a presença de inflamação, como se pensava anteriormente.

TESTADO EM ANIMAIS TRANSGÊNICOS

Para chegar a essa conclusão, a equipe desenvolveu um modelo experimental de aterosclerose avançada em animais transgênicos, cuja doença poderia ser parcialmente revertida por uma intervenção dietética e farmacológica semelhante à aplicada aos pacientes.

Durante o processo de regressão da doença, o sinal provocado pelo '18FDG-PET' diminuiu significativamente, paralelamente à redução dos genes relacionados ao metabolismo da glicose em vários tipos de células na placa, incluindo macrófagos, linfócitos e células musculares lisas.

"A técnica 18 FDG-PET reflete o nível de atividade das células na lesão aterosclerótica e, portanto, pode servir como uma ferramenta sensível para avaliar o efeito dos tratamentos ou o risco de progressão da doença", explicou a pesquisadora do CNIC Paula Nogales, principal autora do estudo, juntamente com Jacob Bentzon, líder do grupo no CNIC e na Universidade de Aarhus (Dinamarca).

Essa descoberta abre a porta para o aproveitamento de uma técnica já disponível em muitos hospitais para melhorar o monitoramento clínico da aterosclerose e acelerar o desenvolvimento de novos tratamentos para essa doença silenciosa, mas potencialmente fatal.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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