Publicado 31/05/2026 11:21

O surto de ebola já deixou 43 mortos e 263 casos confirmados na República Democrática do Congo e em Uganda

KINSHASA, 28 de maio de 2026  -- Funcionários transportam materiais para prevenção e controle de epidemias em Bunia, na província de Ituri, na República Democrática do Congo, em 28 de maio de 2026.   O número de casos suspeitos de ebola na República Democ
Europa Press/Contacto/Xin Huashefashiyu

O número de casos suspeitos já ultrapassa 1.100: “A propagação regional”, alertam os CDC África, “já é uma realidade” MADRID 31 maio (EUROPA PRESS) -

O diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África, o Dr. Jean Kaseya, anunciou neste domingo que o surto de ebola que assola o norte da República Democrática do Congo e se espalhou para Uganda já deixou 43 mortos e 263 casos confirmados desde sua declaração até o último sábado.

Em um editorial publicado pelo 'Financial Times', Kaseya informou ainda que há, neste momento, mais de 1.100 casos suspeitos sob investigação em uma crise que se tornou um teste crucial para os países afetados, para a agência que ele dirige e para a União Africana, pois “o risco de propagação regional já é uma realidade”.

O Dr. Kaseya, natural da RDC, não especificou a distribuição dos casos, mas a grande maioria foi identificada em seu país. Em seu último balanço, as Nações Unidas estimavam que a província congolesa de Ituri, epicentro da doença, concentrava 88% dos casos confirmados. Em Uganda, foram notificados um total de nove casos confirmados, incluindo uma morte.

Kaseya insistiu que o contexto está sendo um fator crítico na propagação. Os combates entre o Exército e as milícias no norte e nordeste do país provocaram um “movimento constante da população através das fronteiras permeáveis” entre a RDC e a vizinha Uganda. “Os sistemas de saúde estão sobrecarregados e, para essa cepa do vírus, atualmente não existe nenhuma vacina autorizada nem tratamento específico”, alertou.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) está neste fim de semana em Bunia, capital da província de Ituri, para avaliar a situação em primeira mão e se reunir com as autoridades sanitárias do país, lideradas pelo ministro da Saúde, Roger Kamba.

Em sua primeira coletiva de imprensa no último sábado, Kamba estabeleceu um prazo de “entre quatro e seis meses” para “derrotar ou conter o surto”. O chefe da OMS, por sua vez, lembrou a resposta da RDC em surtos anteriores e defendeu que, embora não exista vacina conhecida para a cepa do surto atual, a experiência do país é, neste momento, a melhor arma.

“Sabemos que se trata de uma crise bastante complexa, mas a RDC já conta com uma ampla experiência na luta contra o vírus. Estamos confiantes de que poderemos conter esta epidemia mais uma vez”, afirmou Tedros.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado