Publicado 04/05/2026 10:08

O Sumar apresenta uma proposta de lei para melhorar a assistência durante a gravidez, o parto e o pós-parto

Archivo - Arquivo - Fachada do Congresso dos Deputados, em 5 de fevereiro de 2026, em Madri (Espanha).
Eduardo Parra - Europa Press - Arquivo

MADRID 4 maio (EUROPA PRESS) -

O partido Sumar apresentou uma proposta de lei (PNL) no Congresso dos Deputados com o objetivo de reforçar os direitos das mulheres e garantir um atendimento “respeitoso e de qualidade” durante a gravidez, o parto e o pós-parto.

Na exposição de motivos da PNL, à qual a Europa Press teve acesso, o Sumar destaca que, na Espanha, existem resoluções internacionais que evidenciaram deficiências na proteção efetiva de direitos como o consentimento informado, a integridade física e a dignidade das mulheres em determinados processos de assistência.

Assim, destaca a ausência de uma definição institucional “clara e compartilhada” de violência obstétrica, a falta de sistemas homogêneos de coleta de dados e indicadores — como taxas de cesáreas, induções ou partos instrumentais —, e a inexistência de estudos públicos rigorosos que permitam dimensionar adequadamente o problema.

Além disso, indica que o modelo de assistência continua excessivamente medicalizado em determinadas fases do ciclo de vida das mulheres, enquanto outras áreas — como a educação sexual, a contracepção, a menopausa ou o acompanhamento emocional — apresentam déficits de atenção e de enfoque preventivo.

A Sumar considera que é necessário avançar para um modelo que garanta informação de qualidade, acompanhamento durante a menopausa e uma assistência adaptada às necessidades de cada mulher, levando em conta também as desigualdades sociais que podem influenciar a forma como a menopausa é vivida.

Por tudo isso, solicita que se promova, no âmbito do Sistema Nacional de Saúde, um processo de análise e consenso técnico sobre a qualidade da assistência na gravidez, no parto e no pós-parto, incorporando a abordagem dos direitos humanos, a perspectiva de gênero e o respeito ao consentimento informado.

Além disso, defende o desenvolvimento e a melhoria dos sistemas de informação em saúde, promovendo a coleta padronizada de indicadores sobre a assistência obstétrica (incluindo, entre outros, cesáreas, induções ou partos instrumentais), com o objetivo de reforçar a avaliação e a melhoria contínua do sistema e identificar práticas que possam causar danos físicos ou psicológicos às mulheres.

Defende também a atualização da Estratégia de Saúde Sexual e Reprodutiva e da Estratégia de Assistência ao Parto Normal, adaptando-as às evidências científicas mais recentes e favorecendo a definição de critérios comuns que reforcem a equidade territorial, incorporando especificamente a assistência à menopausa e ao climaterio a partir de uma abordagem integral e não patologizante.

Assim como reforçar a formação dos profissionais de saúde, promovendo a atualização dos programas de formação em aspectos clínicos, habilidades comunicativas, consentimento informado e atendimento centrado na mulher, em conjunto com as administrações de saúde competentes.

A Sumar também aposta no desenvolvimento de uma estratégia específica de atendimento ao luto gestacional e perinatal, que inclua a melhoria da assistência médica e psicológica, a revisão das licenças de trabalho associadas e a garantia de um tratamento digno e respeitoso em todos os centros de saúde.

Por fim, defende ampliar e fortalecer o papel das parteiras e promover índices suficientes dessas profissionais que permitam um atendimento personalizado e de qualidade.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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