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MADRID 7 fev. (EUROPA PRESS) - A sucessão de tempestades em Portugal, que culminou por enquanto com a tempestade “Marta”, obrigou à deslocação de 1.163 pessoas no país, todas elas realojadas, de acordo com o balanço apresentado este sábado pela Proteção Civil.
Em sua nova estimativa, a agência admite que a probabilidade de esse número aumentar é “bastante alta” devido aos altos caudais dos rios, especialmente nas regiões da Lezíria do Tejo e do Sado, no centro e na costa centro-sul do país, respectivamente.
“Dados os atuais caudais de água, a probabilidade de haver mais deslocados e evacuações preventivas é bastante elevada”, afirmou o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergências e Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre, na reunião informativa ao meio-dia na sede da organização em Carnaxide, Oeiras.
Ainda não é possível fazer previsões sobre quando a situação das inundações irá melhorar ou quando as pessoas deslocadas poderão regressar às suas casas, uma vez que a situação está “em constante avaliação”, mas Silvestre salientou que todas as pessoas deslocadas foram realojadas, quer pelos serviços de apoio municipais, quer pela Segurança Social, segundo a agência LUSA.
As chuvas provocaram um alerta amarelo para este sábado em 17 municípios do país, entre eles Lisboa, Évora, Porto, Coimbra e Braga. Lisboa também está sob alerta adicional por ventos fortes.
Uma pessoa morreu devido à tempestade “Leonardo” esta semana, e na semana anterior outras cinco pessoas morreram com a passagem da tempestade “Kristin” em Portugal. O presidente do país, Luís Montenegro, pediu coragem à população diante desta sucessão de tempestades que assolam Portugal e a vizinha Espanha.
“O contato permanente entre os governos português e espanhol, que mantemos há várias semanas, e a gestão coordenada das barragens, foram fundamentais para evitar danos maiores”, informou Montenegro em sua conta no X. “Estamos fazendo tudo o que podemos, tanto a nível nacional como local, para superar estas muitas adversidades”, acrescentou.
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