Publicado 19/06/2025 04:01

Substituições, atualizações e rotulagem de energia: as regras da UE visam prolongar a vida útil de celulares e tablets

Recurso de vários telefones celulares colocados em uma superfície
UNSPLASH/CC/ANDREY MATVEEV

MADRI 19 jun. (Portaltic/EP) -

Cinco anos de atualizações de software, sete anos de disponibilidade de peças de reposição e rotulagem energética são alguns dos requisitos que os fabricantes de telefones celulares e tablets vendidos na União Europeia devem cumprir a partir de sexta-feira, como parte de um projeto que busca estender sua vida útil e fornecer informações aos consumidores para facilitar a compra.

Um design ecológico projetado para reduzir o lixo eletrônico e o consumo de recursos durante a fabricação, mas também para prolongar a vida útil e facilitar a reparabilidade, tanto para profissionais quanto para usuários.

Nesse sentido, o Regulamento (UE) 2023/1670 fala sobre os requisitos para os fabricantes, que eles devem incorporar tanto no nível do hardware - os componentes físicos - quanto no nível do software - os programas - nos dispositivos eletrônicos que comercializam a partir de 20 de junho.

Aplica-se especialmente a telefones celulares e smartphones, que diferem principalmente em sua capacidade de usar serviços de Internet, ter um sistema operacional e instalar aplicativos deste último. Também se aplica a telefones sem fio e tablets slate - tablets de até 17,4 polegadas.

Para os usuários, o destaque é que essa regulamentação estabelece um design que facilita o reparo do seu telefone ou tablet e aumenta a vida útil com atualizações de sistema operacional, recursos e segurança que devem ser distribuídas por até cinco anos após o lançamento no mercado.

DESIGN PARA REPARABILIDADE

O design ecológico é um design destinado a aumentar a capacidade de reparo, mas não apenas em centros técnicos especializados, mas também em centros generalistas e até mesmo pelos próprios usuários, se eles se atreverem a tentar.

Para isso, os fabricantes devem garantir a disponibilidade de peças de reposição por pelo menos sete anos após o lançamento do dispositivo no mercado, independentemente de serem novas ou de segunda mão.

O preço dessas peças deve ser "razoável" e, junto com elas, o fabricante também deve fornecer as informações necessárias para fazer reparos, como guias ou tutoriais, que devem estar disponíveis em locais de fácil acesso, como seu site.

Esse projeto visa permitir que os usuários consertem itens como a bateria, a tampa traseira ou o módulo da tampa traseira, a película protetora para telas dobráveis, o módulo da tela, o carregador, a bandeja do SIM e a bandeja do cartão de memória.

Estenda aos reparadores profissionais o módulo da câmera frontal, o módulo da câmera traseira, os conectores de áudio externos, as portas de carregamento externas, os botões mecânicos, os microfones principais, os alto-falantes, o módulo da dobradiça e o mecanismo mecânico de dobragem da tela.

ATUALIZAÇÕES DE SOFTWARE

O regulamento também aborda as atualizações de software, para garantir que os dispositivos recebam correções de segurança, correções e novos recursos para permitir seu uso por pelo menos cinco anos após a venda.

Mas também visa garantir e acelerar sua chegada, já que os fabricantes têm até quatro meses para distribuir atualizações de segurança ou de correção de bugs, independentemente de o código-fonte da atualização do sistema operacional ser ou não liberado. As atualizações focadas em funcionalidade, por outro lado, têm até seis meses.

Além disso, para possível reutilização do dispositivo - por exemplo, se ele for vendido como recondicionado - os fabricantes devem incluir uma função que redefina o dispositivo para as configurações de fábrica, de modo a excluir com segurança os dados pessoais e o conteúdo dos usuários, como catálogo de endereços, fotos, histórico de chamadas ou configurações.

ETIQUETAGEM ENERGÉTICA

Além do design ecológico, o dia 20 de junho também será marcado pela implementação do Regulamento Delegado (UE) 2023/1669, que prevê a introdução da rotulagem de energia para acompanhar smartphones e tablets.

Essa etiqueta tem o objetivo de facilitar a decisão de compra dos usuários, pois eles poderão ver se os aparelhos atendem aos requisitos de reparabilidade do regulamento de design ecológico e ao nível de resistência a quedas, arranhões, água e poeira (com um mínimo de IP44).

Ele também deve indicar o nível de consumo de energia do dispositivo, variando de 'A' - consumo mínimo - a 'G' - consumo máximo - e acompanhado por cores, com tons de verde para classificações próximas a 'A' e tons de vermelho para categorias próximas a 'G'.

E forneça informações sobre a vida útil da bateria, pois ela deve indicar uma estimativa de quantas horas e minutos o dispositivo pode funcionar antes de precisar ser recarregado, bem como sobre a vida útil desse componente, ou seja, quantos ciclos completos de carga ele suporta antes de reduzir sua capacidade inicial. Por exemplo, se ele mantiver 80% de sua capacidade após 800 ciclos de carga.

O rótulo também incorporará um código QR para que os usuários acessem informações completas e detalhadas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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