MADRID 23 fev. (Portaltic/EP) - A iniciativa cidadã europeia “Stop Killing Games” (“Pare com a destruição dos videogames”) anunciou a fundação de duas ONGs, uma na União Europeia e outra nos Estados Unidos, que trabalharão para impedir que as empresas desenvolvedoras impossibilitem o acesso aos videogames, caso seus servidores sejam desativados.
“Stop Killing Games” é uma campanha que busca resolver a “obsolescência planejada” dos videogames que, apesar de não terem “uma data de validade declarada”, os leva a desaparecer, sem possibilidade de continuar jogando ou preservá-los quando os servidores são desativados, conforme especificado em seu site.
Ou seja, a campanha denuncia que, apesar de haver videogames vendidos sem data de validade explícita, eles são projetados para deixar de ser jogáveis quando o suporte é encerrado, já que, com a aquisição do produto digital, obtém-se apenas uma licença de uso, não a propriedade. “Essa prática é uma forma de obsolescência planejada e não só é prejudicial para os clientes, como também torna a preservação efetivamente impossível”, indica a iniciativa em seu site.
Nesse contexto, a “Stop Killing Games” começou a atuar internacionalmente em abril de 2024 para combater esse tipo de prática, realizando diversas ações para conter “a questão de desafiar a legalidade dos editores que destroem videogames que já foram vendidos”.
Agora, o criador de conteúdo e fundador da iniciativa, Ross Scott, explicou em um vídeo no YouTube os próximos passos da 'Stop Killing Games', que passam pela criação de duas ONGs, na Europa e nos Estados Unidos, para "manter a pressão" sobre as empresas de videogames a longo prazo, bem como trabalhar para uma potencial expansão para outras regiões.
Além disso, eles estão preparando um documento jurídico de 500 páginas para analisar a legalidade desse tipo de prática dentro do setor, que abordará os desafios e oportunidades que a proteção dos videogames como bens culturais apresenta.
Anteriormente, a Stop Killing Games já havia feito grandes avanços em sua iniciativa na Europa, pois em setembro passado conseguiu reunir 1,45 milhão de assinaturas para acessar a via legislativa e fazer com que tanto a Comissão Europeia quanto o Parlamento Europeu avaliassem a proposta.
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