Publicado 23/04/2026 11:55

A Sociedade de Nutrição Comunitária aprova o consumo de ovos e não os associa a doenças cardiovasculares

Archivo - Arquivo - Diferentes formas de preparar ovos.
ISTOCK - Arquivo

MADRID 23 abr. (EUROPA PRESS) -

Os ovos têm alto valor nutricional, e o consumo de até 6 a 7 ovos por semana em pessoas ativas e de 3 a 4 em pessoas mais sedentárias é benéfico, além de não estar relacionado ao aumento do risco cardiovascular, conforme esclarece a última edição das “Diretrizes Alimentares para a População Espanhola” da Sociedade Espanhola de Nutrição Comunitária (SENC).

Esta edição do guia está centrada na alimentação consciente e adota uma abordagem integral “One Health”, que vincula diretamente as escolhas alimentares à sustentabilidade do planeta. Este documento, portanto, enfatiza a promoção de um “consumo consciente” com a escolha de alimentos da estação, de origem local e com baixo impacto ambiental.

O presidente da SENC, Javier Aranceta, afirmou que o objetivo desta última edição é capacitar o cidadão com “informações claras, verdadeiras e acessíveis” para que ele tome decisões mais saudáveis e conscientes, beneficiando tanto sua saúde pessoal e familiar quanto a do meio ambiente.

O sobrepeso e a obesidade são dois dos fatores que “mais prejudicam a saúde na Espanha”, e, no que diz respeito às doenças cardiovasculares, a alimentação e a atividade física têm um grande impacto. Nos últimos anos, os produtos da dieta mediterrânea têm sido substituídos por alimentos mais processados ou pré-preparados, razão pela qual Aranceta expôs que essa realidade “afasta o consumo atual do consumo tradicional e aproxima-o de um maior risco em relação à saúde e às doenças crônicas prematuras”.

Por outro lado, defendeu o desenvolvimento de uma alimentação personalizada para cada pessoa (baseada em sua cultura ou hábitos familiares, entre outros) e na alimentação de precisão, baseada em outros fatores, como as informações genéticas de cada um. Essas medidas irão melhorar as técnicas de diagnóstico e “adaptar a alimentação a cada paciente”.

Além disso, defendeu o papel da medicina culinária, que se concentra em como cozinhar e comer, e na organização dos alimentos, já que a forma como os alimentos são consumidos pode ser benéfica se forem cozidos e organizados corretamente.

Além disso, ele quis deixar claro que o objetivo não é colocar a população em dieta ou restringir alimentos, já que “não existem alimentos bons e ruins” e tudo depende da “quantidade e da frequência com que são consumidos”, bem como das necessidades nutricionais, pessoais e de saúde de cada cidadão ou grupo social.

Por sua vez, a ex-presidente e membro do Conselho de Administração da SENC, Carmen Pérez-Rodrigo, destacou que a alimentação deve ser motivo de prazer.

“Defendemos uma alimentação saudável, mas também de prazer, na qual todos os alimentos e bebidas tenham seu lugar adequado e na medida certa”, explicou.

A IMPORTÂNCIA DA HIDRATAÇÃO

Além disso, Pérez-Rodrigo aprofundou a importância de uma hidratação saudável no contexto de uma alimentação saudável, em que se estabelece que a água é “a escolha principal”, seguida por bebidas sem calorias, como infusões e frutas frescas inteiras.

Os sucos, laticínios e bebidas vegetais situam-se em um terceiro nível, juntamente com a cerveja sem álcool (para consumo diário), posicionando-os como uma opção válida de hidratação e com nutrientes de interesse, embora as bebidas de soja, aveia, arroz ou amêndoas não sejam substitutos nutricionais diretos do leite, a menos que sejam fortificadas com, no mínimo, cálcio e vitamina D.

O guia, por sua vez, indica que a cerveja fornece carboidratos, algumas proteínas vegetais, vitaminas do grupo B (niacina, folatos, B12) e minerais (magnésio, potássio, fósforo). Também destaca que contém outros compostos benéficos, como polifenóis e fitoestrogênios naturais. Por outro lado, menciona que o vinho também é rico em polifenóis (antioxidantes) e que a sidra fornece potássio. No entanto, lembra que “não existe um nível seguro de consumo de álcool” e que a recomendação geral para a população é que “se consumir álcool, quanto menos, melhor”.

Além disso, essas recomendações insistem em moderar o consumo de carne vermelha a um máximo de 1-2 porções por semana, priorizando cortes magros, carnes de qualidade e métodos de cozimento saudáveis. Quanto às carnes processadas (como embutidos ou salsichas), é aconselhável limitar seu consumo ao mínimo, devido ao alto teor de sal e aditivos.

Por outro lado, o peixe surge como um dos pilares proteicos, alternando variedades de peixes azuis e brancos, e o guia também oferece orientações de segurança sobre a possível presença de mercúrio e de anisakis.

Para concluir, Javier Aranceta afirmou que é imprescindível “rejeitar” tudo o que não for consumido para manter a sustentabilidade do planeta e alcançar o que se denomina “resíduo zero”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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