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MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
A Sociedade Espanhola de Periodontologia (SEPA) adaptou a Diretriz de Prática Clínica Europeia (CPG) sobre doenças peri-implantares, elaborada pela Federação Europeia de Periodontologia (EFP), ao contexto espanhol, que, segundo eles, tem algumas "particularidades" que podem variar os efeitos das recomendações.
O guia europeu, publicado em 2023 no 'Journal of Clinical Periodontology', inclui as melhores práticas para preservar a saúde dos tecidos peri-implantares e prolongar a vida útil dos implantes dentários, sem complicações, quando eles são usados para substituir dentes perdidos.
Entre outras recomendações, o documento afirma que a prevenção de doenças peri-implantares deve começar no planejamento, na colocação e na carga dos implantes dentários. Além disso, quando os implantes estiverem carregados e funcionando, é importante estabelecer um programa estruturado de manutenção peri-implantar, incluindo avaliações regulares.
O objetivo é "otimizar a prevenção e o tratamento das doenças peri-implantares, com recomendações focadas na aplicação de abordagens interdisciplinares para evitar o aparecimento ou evitar a recorrência dessas doenças depois de tratadas, bem como para tratar pacientes com implantes dentários quando forem detectadas doenças peri-implantares", de acordo com Paula Matesanz, dentista e coordenadora do projeto de adaptação do guia para a Espanha.
A EFP acredita que as recomendações contidas nesse guia podem ter um grande impacto no atendimento ao paciente e na saúde pública bucal. No entanto, ela enfatiza que cada país deve implementar o documento em seu próprio nível, de acordo com suas condições sociossanitárias e em consonância com suas autoridades de saúde.
ADAPTAÇÃO À ESPANHA
No caso da adaptação do guia à Espanha, seus autores levaram em conta que o sistema de cobertura dos serviços odontológicos tem certas particularidades que afetam a aplicação da maioria das recomendações.
Em primeiro lugar, o guia europeu descreve intervenções que são realizadas em nível de especialista, mas os autores da adaptação espanhola observaram que as especialidades odontológicas não são legalmente regulamentadas na Espanha, como acontece no restante da União Europeia, de modo que não há especialistas legalmente reconhecidos. Sobre esse ponto, eles destacaram que existem programas de treinamento em nível de especialização, alguns deles formalmente credenciados em nível europeu.
A outra singularidade do ambiente espanhol é que a cobertura odontológica no Sistema Nacional de Saúde (SNS) é muito limitada e contempla um número mínimo de intervenções preventivas e terapêuticas, destinadas apenas a grupos específicos. Por esse motivo, os autores detalharam que os aspectos definidos nas diretrizes europeias sobre o custo/benefício das intervenções e seu impacto na equidade e no acesso a elas terão uma dimensão diferente na Espanha do que em outros países onde a cobertura odontológica é mais ampla.
Apesar disso, levando em conta o crescente problema de saúde que as doenças peri-implantares representam, sua alta prevalência e as graves consequências associadas, os especialistas da SEPA que participaram desse Guia consideram essencial conhecer e implementar as recomendações nele incluídas, assegurando que "ele permitirá a aplicação de uma abordagem coerente, interdisciplinar e baseada em evidências para a prevenção e o tratamento das doenças peri-implantares".
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