MADRID 25 fev. (EUROPA PRESS) -
A Sociedade Espanhola de Farmácia Hospitalar (SEFH) apresentou o manual “Tratamento do paciente com enxaqueca: Manual para farmacêuticos”, para que sirva como um “quadro de referência científico” para a otimização da assistência farmacoterapêutica desta patologia, que afeta entre 12 e 15% da população em geral.
Esta doença neurológica e crônica é a “principal causa de anos vividos com incapacidade em adultos com menos de 50 anos na Espanha”. No entanto, 40% dos pacientes não têm um “diagnóstico adequado”, o que “perpetua a carga asistencial e social da doença”, uma vez que não recebem o tratamento farmacoterapêutico correspondente.
O farmacêutico especialista do Hospital Universitário da Princesa e coordenador da publicação, José María Serra López-Matencio, destacou que o desenvolvimento deste guia visa “dispor de um documento estruturado, atualizado e orientado para a consulta que permita homogeneizar o tratamento do paciente com enxaqueca a partir da farmácia hospitalar”.
Além disso, a incorporação dessas novas opções terapêuticas exige “uma avaliação rigorosa, acompanhamento rigoroso e estratégias claras de otimização e adesão”. Serra López-Matencio, por isso, destacou a importância de reforçar “um modelo de atendimento integral e multidisciplinar”.
Por sua vez, o farmacêutico especialista do Hospital Universitário das Canárias, Marco Antonio Navarro, indicou que este manual pretende “reforçar o papel do farmacêutico” como “profissional chave” na educação em saúde. Desta forma, os farmacêuticos poderiam estabelecer circuitos de informação clara ao paciente sobre expectativas reais, técnica de administração, conservação do medicamento e critérios de reavaliação.
Além de padronizar os processos, eles poderiam potencializar uma assistência farmacêutica “proativa, individualizada e baseada na experiência clínica acumulada”, consolidando “o valor estratégico do farmacêutico hospitalar na abordagem integral da enxaqueca”.
Por último, a doutora do Serviço de Farmácia do HGU Gregorio Marañón, Marisa Martín, destacou a “elevada prevalência de comorbidades psiquiátricas” associadas à enxaqueca, motivo pelo qual foi dedicado um capítulo específico dentro do manual. Nele, é analisada a relação bidirecional entre esta doença e diversos transtornos psiquiátricos, como depressão, ansiedade, estresse e distúrbios do sono. Segundo Martín, essas comorbidades psiquiátricas diminuem a qualidade de vida do paciente e constituem “um fator crítico na cronicidade da enxaqueca”. Para combater essa situação, eles querem implementar ferramentas de triagem sistemática para detectá-las precocemente durante a consulta neurológica.
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