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MADRID 17 out. (EUROPA PRESS) -
A Socidrogalcohol alertou sobre os riscos de novas formas de consumo de tabaco e/ou nicotina - como snus, cigarros eletrônicos, nicotina sintética e vapers - que, de acordo com a organização, funcionam como uma porta de entrada para o consumo de tabaco entre os jovens.
Essa foi a opinião da Sociedade em seu sétimo Congresso Internacional e 52ª Conferência Nacional. O Snus é um produto de tabaco sem fumaça feito de uma mistura de tabaco moído fermentado. A bolsa branca em que ele vem é colocada entre o lábio superior e a gengiva. Em alguns países, ele é usado como uma alternativa ao tabaco tradicional.
"Ele reduz o fumo, mas não o consumo de nicotina", disse o presidente da Socidrogalcohol, Benjamín Climent. A Sociedade adverte que sua presença na Espanha está aumentando e, por esse motivo, o Congresso Internacional se concentrará nessa e em outras modalidades, para que os profissionais possam se manter atualizados e também alertar a sociedade em geral sobre os riscos dessas substâncias pouco conhecidas no país.
"O principal risco tanto do 'snus' quanto da nicotina sintética é o alto teor de nicotina que pode conter, o que aumenta a probabilidade de desenvolver dependência. No caso das bolsas de nicotina, elas também contêm outras substâncias, como celulose microcristalina, carbonato de sódio e outros sais carbônicos, ácido cítrico e vários aromatizantes", acrescentou Climent.
Mas ele também adverte que é preciso ter em mente que o teor de nicotina no sangue após o consumo pode exceder significativamente os valores obtidos com os cigarros convencionais. Há uma grande disparidade de concentrações nas diferentes preparações disponíveis no mercado, com as concentrações mais altas variando de 12,1 a 47,5 mg/carteira.
A nicotina ativa os receptores nicotínicos centralmente, o que, em altas doses, pode causar convulsões e coma. No nível do sistema nervoso, pode causar náuseas, vômitos, diarreia, sialorreia, broncorreia, bradicardia, taquicardia, hipertensão etc. Além disso, atua como um bloqueador neuromuscular, o que pode levar à paralisia dos músculos respiratórios e causar a morte.
"É importante que a população esteja ciente desses riscos, pois a probabilidade de intoxicação é muito maior em adolescentes com doses frequentes e também na população pediátrica que a ingere acidentalmente, mas que corre risco de morte", explica o presidente.
LEGISLAÇÃO
Para Socidrogalcohol, esses riscos aumentam a necessidade de uma forte regulamentação. Assim, ele considera que, embora a nova lei do tabaco tenha sido bem recebida por essa e outras sociedades científicas, ela ainda é insuficiente: "É importante equiparar qualquer tipo de tabaco ou produto que contenha nicotina na legislação", explica Francisco Pascual, presidente do Comitê Nacional de Prevenção do Tabagismo (CNPT) e ex-presidente da Socidrogalcohol.
"Faltam detalhes nessa nova lei, como, por exemplo, a embalagem neutra de todos os produtos - não apenas dos maços de cigarros convencionais - uma medida que tem sido eficaz em outros países e pode contribuir para reduzir a prevalência do consumo de tabaco na Espanha", diz Pascual, acrescentando: "O mesmo deve acontecer com os aromatizantes, essa medida já foi adotada com o tabaco convencional, mas deve ser implementada para todas as outras formas de consumo.
De acordo com o presidente do CNPT, para acabar com o tabaco e proteger a população futura de uma das substâncias mais tóxicas e cancerígenas que existem, é preciso aumentar os impostos sobre o tabaco, criar embalagens genéricas, consolidar espaços livres de fumo, equiparar legalmente todos os dispositivos e formas de consumo, restringir a venda a pontos de venda, impedir a venda a menores, restringir a venda aos nascidos a partir de 2012, medidas de transporte público e privado livres de fumo e destinar 2% dos impostos especiais sobre o tabaco à prevenção e ao tratamento.
"O congresso recebe mais de 500 profissionais que vêm para atualizar seus conhecimentos, aprender e criar sinergias", e conclui: "É uma oportunidade magnífica para combinar pesquisa, prevenção, treinamento, tratamento e muito mais", conclui o presidente do Comitê Organizador, Manuel Isorna.
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