Publicado 01/07/2026 10:04

São reveladas as origens violentas de galáxias que se extinguiram recentemente

Imagem da galáxia captada pelo telescópio Webb
ESA

MADRID 1 jul. (EUROPA PRESS) -

Pesquisadores da Universidade de Nottingham (Reino Unido) lançaram nova luz sobre o motivo pelo qual algumas galáxias distantes deixam de formar estrelas repentinamente. O artigo foi publicado na revista “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society”.

Uma equipe internacional utilizou o telescópio espacial James Webb para estudar uma grande amostra de galáxias recentemente “extintas” no universo distante, observadas há cerca de 9 bilhões de anos. “Essa foi a época de maior atividade no Universo, quando se formaram muitas das galáxias mais massivas que vemos hoje”, comenta o professor Omar Almaini, que liderou a equipe responsável pelo novo estudo.

“Um problema de longa data tem sido compreender por que essas galáxias deixam de formar estrelas. Com o telescópio Webb, podemos ver detalhes que antes estavam completamente ocultos, o que nos permite buscar pistas sobre o que impulsiona essa transformação tão drástica”.

As galáxias cuja formação estelar havia cessado recentemente foram identificadas por suas características espectrais distintas, o que permitiu à equipe localizar sistemas que haviam interrompido rapidamente sua formação estelar. Posteriormente, as imagens de alta resolução obtidas com o telescópio Webb em diferentes comprimentos de onda permitem um estudo detalhado de sua estrutura e morfologia.

“Essas galáxias parecem tranquilas à primeira vista, mas o telescópio Webb nos permite observar indícios sutis de violência passada”, esclarece o autor principal, o Dr. David Maltby. “As galáxias apresentam sinais claros de perturbação, o que nos indica que algo drástico lhes ocorreu pouco antes de sua formação estelar cessar, muito provavelmente uma fusão com outra galáxia.”

A natureza excepcionalmente compacta dessas galáxias traz mais evidências de suas origens violentas, já que as simulações mostram que colisões entre galáxias ricas em gás costumam produzir remanescentes muito compactos. Os novos sinais de perturbação observados reforçam ainda mais essa hipótese de fusão.

A equipe utilizou dados do programa JWST PRIMER, liderado pelo professor James Dunlop, da Universidade de Edimburgo, combinados com dados do Ultra-Deep Survey, liderado pelo professor Omar Almaini, da Universidade de Nottingham.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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