Publicado 23/03/2026 13:14

São desativadas as quatro maiores "botnets" do mundo, com capacidade para lançar ataques DDoS de até 30 Tbps

Recurso de segurança cibernética
UNSPLASH/GLEN CARRIE

MADRID 23 mar. (Portaltic/EP) -

Uma operação internacional desmantelou a infraestrutura utilizada por quatro “botnets” dedicadas a lançar ataques de negação de serviço (DDoS), alguns com um alcance de 30 terabits por segundo.

A operação, na qual participaram autoridades dos Estados Unidos, da Alemanha e do Canadá, teve como alvo os responsáveis pelas 'botnets' Aisuru, KimWolf, JackSkid e Mossad que, juntas, chegaram a infectar mais de três milhões de dispositivos da Internet das Coisas (IoT) em todo o mundo, incluindo 'routers' e 'webcams'.

Essas redes, consideradas as maiores do mundo, foram utilizadas para lançar “centenas de milhares” de ataques DDoS, alguns como parte de estratégias de extorsão, que causaram “perdas e despesas de reparo de dezenas de milhares de dólares” às suas vítimas, conforme informado em um comunicado à imprensa do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Conforme detalhado, a 'botnet' Aisuru foi responsável por mais de 200.000 comandos de ataque DDoS, enquanto a KimWolf emitiu mais de 25.000, a JackSkid lançou mais de 90.000 e a Mossad, mais de 1.000. Além disso, as 'botnets' KimWolf e JackSkid eram especializadas em infectar dispositivos que tradicionalmente são protegidos por firewalls e isolados do resto da internet.

O comunicado também destaca que alguns desses ataques atingiram aproximadamente 30 terabits por segundo, o que é considerado um "número sem precedentes".

A operação policial interrompeu a infraestrutura de comando e controle das quatro 'botnets' para impedir que infectassem novos dispositivos e limitar ou eliminar sua capacidade de lançar ataques.

Isso foi alcançado com a colaboração de empresas de tecnologia como Akamai, Amazon Web Services, Cloudflare, Google, Nokia, Okta, Oracle, Sony Interactive Entertainment e a polícia da Holanda, bem como a equipe PowerOFF da EUROPOL.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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