MADRID 2 jun. (Portaltic/EP) -
A empresa de computação quântica Nord Quantique anunciou a implementação bem-sucedida do código Tesseract, um novo padrão para correção de erros quânticos (QEC) que possibilitará a geração de sistemas quânticos de mais de mil cúbitos lógicos em pequenos espaços de cerca de 20 metros quadrados, facilitando a escalabilidade e a eficiência energética.
A computação quântica é uma tecnologia complexa que exige equipamentos especializados em física avançada e hardware sensível e caro. Isso se deve ao fato de que os computadores quânticos operam em cúbitos, a unidade básica de informação quântica, que é maior do que a capacidade dos bits dos computadores clássicos.
Para a operação adequada, os cubos físicos, que são muito sensíveis ao ambiente e estão sujeitos a erros com uma simples vibração, são combinados com cubos lógicos. Esses últimos são formados por agrupamentos de cubos físicos e são responsáveis pela correção de erros causados pela fragilidade do sistema.
Entretanto, a construção de um único cubo lógico pode exigir dezenas ou centenas de cubos físicos, o que requer equipamentos grandes e caros, como supercomputadores, dificultando o desenvolvimento e a escalabilidade dessa tecnologia.
Diante desse cenário, a Nord Quantique compartilhou uma descoberta física que avança o campo da correção de erros quânticos com base em seu novo código Tesseract, permitindo a criação de hardware capaz de "desempenho escalável e tolerante a falhas".
Trata-se de uma nova técnica que utiliza codificação multimodo por meio de um código Tesseract bosônico, que proporciona alto desempenho e minimiza a sobrecarga do hardware físico, informou a empresa em um comunicado em seu site.
Especificamente, essa codificação multimodo possibilita a codificação de cubos físicos individuais usando vários modos quânticos em uma cavidade de alumínio, o que melhora a proteção contra erros como inversão de bits, inversão de fase e vazamento.
De acordo com seus testes, 12,6% das execuções imperfeitas foram descartadas pela pós-seleção, sem diminuir as informações quânticas em 32 ciclos de correção. Esse nível de desempenho também permite que mais modos sejam adicionados sem aumentar o número de cubos físicos necessários, alcançando "uma proporção de 1:1 de cavidades físicas para cubos lógicos".
"O número de cubos físicos dedicados à correção de erros quânticos sempre foi um grande desafio para o nosso setor. O uso de cubos físicos para criar redundância torna o sistema grande, ineficiente e complexo, o que também aumenta os requisitos de energia", explicou o CEO da Nord Quantique, Julien Camirand.
SISTEMAS COM MAIS DE MIL CUBOS LÓGICOS EM 20 METROS QUADRADOS
Na prática, aplicando o padrão desse novo código Tesseract, a empresa projeta que será capaz de criar sistemas quânticos que, com mais de mil cubos lógicos, ocupam cerca de 20 metros quadrados.
Em outras palavras, isso possibilitará a geração de sistemas quânticos pequenos o suficiente para serem integrados em espaços como os data centers convencionais, aproximando os avanços dessa tecnologia dos profissionais.
Além disso, esse sistema também foi testado, pois oferece a possibilidade de resolver um problema criptográfico difícil, com classificação RSA-830, em uma hora e com uma redução de 99,6% no consumo de energia.
De acordo com os dados fornecidos pela empresa, o consumo de energia projetado é estimado em 120 kWh, em comparação com 280.000 kWh dos métodos convencionais atuais. Ele também atinge uma velocidade de 1 MHz.
A Nord Quantique planeja ter suas primeiras máquinas em escala de utilidade pública com mais de 100 cúbitos lógicos até 2029, com o objetivo de corrigir erros com reduções na demanda de energia, no tamanho do sistema e na complexidade da infraestrutura.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático