Publicado 02/09/2026 08:31

O sistema de saúde de Ceuta registrou 10.725 atendimentos a migrantes no primeiro mês após a chegada em massa

Membros da Cruz Vermelha distribuem comida aos imigrantes em uma praia, em 21 de agosto de 2026, em Ceuta (Espanha). Ceuta continua enfrentando uma grave crise humanitária após a histórica chegada em massa de mais de 70 mil migrantes que atravessaram a na
Marcos Moreno - Europa Press

MADRID 2 set. (EUROPA PRESS) -

O Instituto Nacional de Gestão Sanitária (INGESA), subordinado ao Ministério da Saúde, informou nesta quarta-feira que o sistema de saúde de Ceuta realizou 10.725 atendimentos a migrantes entre 31 de julho e 31 de agosto, das quais 60% foram realizadas na Atenção Primária (AP) e os demais 40% no Pronto-Socorro do Hospital Universitário de Ceuta (HUCE).

De acordo com o balanço do INGESA, um mês após a chegada em massa, o sistema de saúde mobilizado registrou uma média diária de 335 atendimentos a migrantes. O pico ocorreu em 31 de julho, quando foram realizadas 1.149 atendimentos, enquanto nos últimos cinco dias de agosto a atividade se estabilizou com uma média de 280 atendimentos.

Os 6.475 atendimentos na Atenção Primária ocorreram no Centro de Saúde de Otero (3.458), no Centro de Saúde do Tarajal (733), no 061 (413) e no Serviço de Emergência da Atenção Primária (1.781). A INGESA destacou que a distribuição por diversos serviços permitiu atender no local “inúmeros casos de natureza leve e reduzir encaminhamentos desnecessários ao hospital”.

No que diz respeito ao Pronto-Socorro, com um total de 4.250 atendimentos, a média foi de 133 por dia, número que caiu para 97 nos últimos cinco dias de agosto. Após a entrada em funcionamento dos alojamentos para migrantes, nos quais é prestada assistência médica básica, observou-se uma redução no número de atendimentos no HUCE, conforme apontado pela INGESA.

O aumento da atividade total no pronto-socorro hospitalar em relação a 2025 foi de 77 atendimentos diários a mais. Além disso, nos últimos cinco dias do mês passado, a média caiu para 54 atendimentos a mais, em comparação com 2025. A maior parte dos casos atendidos consiste em ferimentos e necessidades de atendimento relacionadas a cuidados de enfermagem.

INTERNAÇÕES HOSPITALARES

O total de pacientes internados foi de 355, 75 pessoas a mais do que no mesmo período de 2025. A média diária de pacientes migrantes internados foi de 21, incluindo a área de observação e o “cluster” do Pronto-Socorro, um espaço anexo ao Serviço de Pronto-Socorro que, segundo a INGESA, normalmente permanece fechado. Nos últimos cinco dias do mês de agosto, a média caiu para 14-15.

A ocupação do hospital atingiu um pico de 63 por cento, embora, desde meados de agosto, tenha se mantido em no máximo 50 por cento devido ao aumento do número de leitos de 175 para mais de 200. Atualmente, com 210 leitos disponíveis, a ocupação é de 50%.

Desde o início da situação, mais de 100 profissionais foram incorporados ao Hospital Universitário e à Atenção Primária, reforçando as diferentes estruturas de atendimento. O Serviço de Emergência foi reforçado com dois médicos, duas enfermeiras e dois auxiliares de enfermagem em cada turno.

A INGESA garantiu que, tanto na Atenção Primária quanto no hospital, a atividade de saúde de rotina para a população de Ceuta foi mantida e que foram estabelecidos circuitos diferenciados para evitar que a atendimento à população migrante interferisse na assistência aos usuários de Ceuta.

Nesse sentido, destacou que houve um aumento na atividade de atendimento e um importante esforço organizacional e profissional para garantir os períodos de descanso e as férias, sem perda da capacidade de atendimento. O Instituto garantiu que a resposta foi “rápida, eficaz e eficiente”, pelo que agradeceu aos profissionais da Área de Saúde.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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