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MADRID 17 fev. (EUROPA PRESS) -
A justiça argentina indiciou nesta segunda-feira o ex-presidente Alberto Fernández por crimes de lesões leves e graves contra sua ex-mulher, a primeira-dama Fabiola Yáñez, agravados por abuso de poder e autoridade.
O juiz federal Julián Ercolini suspendeu a proibição de o ex-presidente deixar o país, embora Fernández tenha que informar seu paradeiro. Ele também ordenou o embargo de seus bens, de acordo com o jornal 'La Nación'.
O juiz, portanto, considerou comprovadas as provas e o testemunho fornecido pela defesa de Yáñez. O ex-presidente argentino, que agora terá de ser julgado por violência de gênero, pode pegar uma pena de três a 18 anos de prisão.
Especificamente, o ex-presidente foi processado por dois episódios de violência: um soco no olho direito da ex-primeira-dama na residência presidencial de Quinta de los Olivos em 21 de junho de 2021 e por agarrar seu braço, causando um hematoma, em agosto do mesmo ano.
A ex-parceira de Fernández apresentou uma declaração por escrito ao Consulado Argentino em Madri, na qual assegurou que os abusos começaram em 2016 e fez alusão a golpes e ameaças, bem como a um aborto pressionado. Entre as agressões, ela mencionou tapas diários durante discussões, inclusive na frente de seu filho Francisco.
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