Publicado 18/06/2026 10:03

Sindicatos de técnicos da área da saúde, CCOO e UGT se unem para promover ações conjuntas em prol da reclassificação

Dezenas de pessoas durante a manifestação de profissionais técnicos da área da saúde, em 17 de junho de 2026, em Madri (Espanha). Essa marcha de protesto, convocada em conjunto pelo Sindicato dos Técnicos de Enfermagem (SAE) e pelo Sindicato Nacional de T
Matias Chiofalo - Europa Press

MADRID 18 jun. (EUROPA PRESS) -

O Sindicato dos Técnicos de Enfermagem (SAE) e o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores da Saúde (TECNOS) anunciaram nesta quinta-feira um “acordo de coalizão imediato” com a CCOO, a UGT, a Associação Espanhola de Técnicos de Enfermagem, Emergências, Profissionais da Saúde e Socio-sanitários (AETESYS) e a Plataforma pelo Grau Universitário para impulsionar ações conjuntas no outono em prol da reclassificação profissional e da remuneração correspondente.

Essa “imminente união de forças sindicais”, que será formada neste mês de junho, ocorre um dia após a manifestação convocada pela SAE e pela TECNOS, que reuniu cerca de 3.500 técnicos da área da saúde em Madri, segundo dados das organizações, para dar visibilidade ao seu descontentamento, em um percurso que começou no Ministério da Fazenda e chegou até o Congresso dos Deputados.

Durante a manifestação, dirigentes sindicais explicaram à Europa Press que o Anteprojeto de Estatuto-Quadro aprovado no Conselho de Ministros introduz mudanças que consideram prejudiciais, enquanto a minuta acordada em janeiro entre o Ministério da Saúde e os sindicatos do Âmbito de Negociação era “animadora”.

Além disso, explicaram que a verba orçamentária para que os técnicos de saúde recebam o salário a que têm direito existe desde 2007, mas que “não foi aplicada”. Da mesma forma, precisaram que os orçamentos de 2023, atualmente prorrogados, também contam com uma verba aprovada nesse sentido.

A esse respeito, lamentaram que os técnicos de saúde sejam os únicos profissionais que não recebem a remuneração a que têm direito. “Todos os outros grupos profissionais recebem, sejam enfermeiros, médicos, auxiliares de enfermagem ou qualquer outra categoria, e os únicos a quem isso não foi aplicado somos os técnicos de nível médio e os técnicos superiores”, precisou o secretário-geral da TECNOS, Joaquín Cano.

Ao chegarem ao Congresso, os sindicatos transmitiram suas reivindicações aos deputados Elvira Velasco e Antonio Cavacasillas, do Partido Popular (PP); Alda Recas, do Sumar; Carmen Martínez, do PSOE; e Javier Sánchez e Noemí Santana, do Podemos. Diante da disposição dos políticos em agir nesse sentido, as organizações exigiram que não o fizessem por meio de uma Proposta Não Legislativa (PNL), que consideram “ineficaz, além de ser um mero gesto que não passa de uma promessa vazia”.

A SAE e a TECNOS explicaram que a futura união sindical “atende ao pedido dos técnicos da área da saúde” e consideram que “ela beneficia e soma forças, projeta, consolida e exerce pressão diante de sua magnitude”. No entanto, destacaram que respeitam as ações de outras organizações voltadas para o mesmo objetivo. “Nenhum técnico é tão forte quanto todos juntos”, concluíram.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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