Publicado 15/09/2025 07:56

Sindicatos se reunirão em centros de saúde na terça-feira para mostrar sua rejeição ao Estatuto Marco

Imagem da coletiva de imprensa.
SATSE-FSES

MADRID 15 set. (EUROPA PRESS) -

As organizações sindicais representadas na Área de Negociação (SATSE -FSES, FSS-CCOO, UGT, CSIF e CIG-Saúde) protestarão nesta terça-feira em centros de saúde de todo o país para mostrar seu desconforto e preocupação com a atual redação da nova Lei do Estatuto Marco, já que, em sua opinião, "não inclui questões transcendentais, como o reconhecimento da remuneração que corresponde ao novo modelo de classificação profissional e o acesso à aposentadoria voluntária, seja ela antecipada ou parcial".

Sob o lema "Um Estatuto para avançar", as organizações convocaram os trabalhadores a se manifestarem nos centros de saúde para mostrar sua rejeição à negociação da Lei do Estatuto Marco. No entanto, as organizações reiteram que sua intenção foi e continua sendo a de negociar com o Ministério pelo tempo que for necessário para "garantir as melhorias trabalhistas que quase um milhão de trabalhadores do NHS precisam". "Mas estão descobrindo que a Saúde quer fechar o texto normativo o mais rápido possível", criticam.

Os sindicatos destacam que o Ministério da Saúde "esticou" o tempo de negociação quando lhe foi conveniente nos últimos dois anos, e agora "foi apressado por razões de conveniência política, ignorando o fato de que a melhoria da situação de emprego dos funcionários do NHS deve ser a principal prioridade".

Por esse motivo, eles consideram que o Ministério da Saúde decidiu "quebrar" o cronograma de reuniões acordado e optou por uma "fuga para a frente que não beneficia ninguém". Eles também insistem que a intenção do Ministério de concluir as negociações com a realização do Fórum de Estrutura para o Diálogo Social, no qual algumas comunidades autônomas e sindicatos também estão presentes, "é um brinde ao sol, pois legalmente não lhe é concedida nenhuma capacidade de negociação".

"DESCULPAS SEM SENTIDO".

Quanto ao novo modelo de classificação profissional e ao acesso à aposentadoria antecipada ou parcial, e diante das "desculpas sem fundamento" do Ministério da Saúde, as organizações reiteram que elas podem ser completadas na Lei do SME e posteriormente desenvolvidas com a participação de outros ministérios e a modificação da legislação necessária.

"Os funcionários do SNS também exigem que o Estatuto Quadro inclua outros avanços que até o momento não foram incluídos, como a generalização da jornada de trabalho anual equivalente a 35 horas semanais; o reconhecimento da sobreposição da jornada de trabalho; e a melhoria da organização da jornada de trabalho, tanto ordinária quanto complementar em todas as suas modalidades", explicam os sindicatos.

Dessa forma, eles lembram que as manifestações desta terça-feira nos centros de saúde são a primeira das ações de pressão e mobilização que eles concordaram em realizar nas próximas semanas com o objetivo de que o Ministério mude sua estratégia atual e retome as negociações com base no cronograma acordado antes do verão. Se isso não acontecer, eles convocarão greves parciais, bem como uma greve geral da saúde em 16 de setembro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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