Jesús Hellín - Europa Press - Arquivo
MADRID 13 ago. (EUROPA PRESS) -
O Sindicato dos Médicos e Profissionais da Saúde de Madri (SIME), afiliado à CSIT União Profissional, apresentou um recurso de reposição ao Ministério da Saúde para que sejam eliminadas as restrições relativas a alimentos e água estabelecidas para as próximas provas de admissão à Formação Sanitária Especializada (FSE).
A convocatória, publicada no Boletim Oficial do Estado (BOE), detalha os itens que é permitido levar para o exame e especifica que, além da documentação e dos materiais de escrita, “apenas será permitido ter sobre a mesa uma garrafa pequena de água transparente sem rótulo”. O Ministério da Saúde apresentou essas medidas com o objetivo de evitar fraudes.
O sindicato classificou a medida como “desproporcional”, levando em conta, além disso, que a chamada terá início às 13h e o exame às 14h, o que significa que os candidatos teriam que permanecer pelo menos cinco horas e meia sem se alimentar, antecipando ou alterando seu horário habitual de refeição.
O SIME alertou que impedir uma pequena ingestão durante um período tão prolongado pode causar impacto negativo, aumentando a fadiga e afetando a atenção e a concentração dos candidatos, que enfrentam uma prova altamente competitiva, na qual poucas respostas podem alterar a ordem de classificação e condicionar a escolha da especialidade e da vaga.
Por isso, o recurso apresentado pelo sindicato solicita a alteração da nona cláusula, que estabelece esses requisitos, ou uma interpretação que torne compatíveis a segurança do exame com a saúde e o desempenho dos candidatos, a fim de evitar qualquer fator que possa prejudicá-los desnecessariamente.
EMBALAGENS TRANSPARENTES
A proposta sugere que as instruções da prova incluam a opção de levar uma pequena quantidade de alimentos em sacos ou recipientes totalmente transparentes, sujeitos à inspeção da equipe responsável, bem como água em embalagens transparentes e sem etiqueta, garantindo sua reposição de forma controlada, uma vez que o edital não especifica a capacidade permitida da garrafa nem prevê sua reposição.
O recurso também solicita que seja garantido o acesso imediato a glicose, alimentos, líquidos ou medicamentos por motivos médicos, especialmente em situações como o risco de hipoglicemia em pessoas com diabetes.
Além disso, insta a esclarecer as condições aplicáveis desde a convocação até o início da prova e a publicar uma instrução única e vinculativa para todas as sedes.
O sindicato ressaltou que apoia a aplicação de medidas rigorosas contra a fraude, mas considera que estas podem ser garantidas por meio de controles uniformes e verificáveis, sem proibir de forma geral qualquer ingestão durante um período tão prolongado, pois isso implica adicionar dificuldades evitáveis a uma prova decisiva para o futuro profissional de milhares de candidatos.
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