Publicado 13/08/2026 12:37

O Sindicato dos Médicos e Profissionais da Saúde de Madri recorre contra as restrições à alimentação e à água no exame MIR

Archivo - Arquivo - A ministra da Saúde atende à imprensa por ocasião dos exames de Formação Especializada em Saúde, em frente ao Ministério da Saúde, em 24 de janeiro de 2026, em Madri (Espanha). De acordo com dados do Ministério da Saúde
Jesús Hellín - Europa Press - Arquivo

MADRID 13 ago. (EUROPA PRESS) -

O Sindicato dos Médicos e Profissionais da Saúde de Madri (SIME), afiliado à CSIT União Profissional, apresentou um recurso de reposição ao Ministério da Saúde para que sejam eliminadas as restrições relativas a alimentos e água estabelecidas para as próximas provas de admissão à Formação Sanitária Especializada (FSE).

A convocatória, publicada no Boletim Oficial do Estado (BOE), detalha os itens que é permitido levar para o exame e especifica que, além da documentação e dos materiais de escrita, “apenas será permitido ter sobre a mesa uma garrafa pequena de água transparente sem rótulo”. O Ministério da Saúde apresentou essas medidas com o objetivo de evitar fraudes.

O sindicato classificou a medida como “desproporcional”, levando em conta, além disso, que a chamada terá início às 13h e o exame às 14h, o que significa que os candidatos teriam que permanecer pelo menos cinco horas e meia sem se alimentar, antecipando ou alterando seu horário habitual de refeição.

O SIME alertou que impedir uma pequena ingestão durante um período tão prolongado pode causar impacto negativo, aumentando a fadiga e afetando a atenção e a concentração dos candidatos, que enfrentam uma prova altamente competitiva, na qual poucas respostas podem alterar a ordem de classificação e condicionar a escolha da especialidade e da vaga.

Por isso, o recurso apresentado pelo sindicato solicita a alteração da nona cláusula, que estabelece esses requisitos, ou uma interpretação que torne compatíveis a segurança do exame com a saúde e o desempenho dos candidatos, a fim de evitar qualquer fator que possa prejudicá-los desnecessariamente.

EMBALAGENS TRANSPARENTES

A proposta sugere que as instruções da prova incluam a opção de levar uma pequena quantidade de alimentos em sacos ou recipientes totalmente transparentes, sujeitos à inspeção da equipe responsável, bem como água em embalagens transparentes e sem etiqueta, garantindo sua reposição de forma controlada, uma vez que o edital não especifica a capacidade permitida da garrafa nem prevê sua reposição.

O recurso também solicita que seja garantido o acesso imediato a glicose, alimentos, líquidos ou medicamentos por motivos médicos, especialmente em situações como o risco de hipoglicemia em pessoas com diabetes.

Além disso, insta a esclarecer as condições aplicáveis desde a convocação até o início da prova e a publicar uma instrução única e vinculativa para todas as sedes.

O sindicato ressaltou que apoia a aplicação de medidas rigorosas contra a fraude, mas considera que estas podem ser garantidas por meio de controles uniformes e verificáveis, sem proibir de forma geral qualquer ingestão durante um período tão prolongado, pois isso implica adicionar dificuldades evitáveis a uma prova decisiva para o futuro profissional de milhares de candidatos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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