Publicado 07/05/2026 08:35

O sindicato CCOO denuncia que várias comunidades autônomas estão recorrendo à contratação de pessoal médico e clínico sem especializ

Archivo - Arquivo - Homem no médico
LIUDMILA CHERNETSKA/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 7 maio (EUROPA PRESS) -

A Federação de Saúde e Setores Socio-Sanitários do sindicato Comisiones Obreras (FSS-CCOO) denunciou que várias comunidades autônomas (CCAA) estão recorrendo “cada vez mais” à contratação de pessoal médico e clínico sem especialidade, razão pela qual alertou para o “risco à segurança da assistência”.

Essa medida “coloca em risco a segurança da população e deteriora a qualidade da assistência médica”, afirmou, ao mesmo tempo em que ressaltou que as administrações regionais são “responsáveis por essa situação”. Estas “estão optando por soluções rápidas, mas inadequadas diante da falta de cobertura de vagas, em vez de abordar o problema estrutural do sistema de saúde público”, assegurou.

Na opinião desta organização sindical, a Lei de Ordenamento das Profissões da Saúde (LOPS) e o Decreto Real 183/2008 “estabelecem que as vagas na área de assistência devem ser ocupadas por profissionais que tenham concluído a formação especializada por meio da residência”. “Ignorar esse requisito é abrir as portas para um modelo que enfraquece a Saúde Pública”, considera.

“Essa prática está se espalhando em diferentes áreas-chave”, continuou, destacando a Atenção Primária, “com a incorporação de médicos sem a especialidade em Medicina Familiar e Comunitária ou Pediatria”; Saúde Mental, “com tentativas de preencher vagas de Psicologia Clínica com profissionais sem formação de Psicólogo Interno Residente (PIR)”; e Serviços de Emergência hospitalares, “especialmente em hospitais regionais, onde a falta de profissionais está sendo suprida com pessoal sem a qualificação exigida”.

Nesse contexto, e ressaltando que “trata-se de uma tendência que já está se consolidando em vários territórios”, ele lembrou que “existem decisões judiciais que obrigam a adequar as funções assistenciais à titulação especializada correspondente, o que está gerando conflitos legais em diferentes comunidades autônomas que optaram por essas práticas”.

MELHORAR AS CONDIÇÕES DE TRABALHO

Quanto aos profissionais que de fato possuem a qualificação, a FSS-CCOO sustentou que “faltam condições de trabalho atraentes para que eles permaneçam: estabilidade, salários dignos e uma carga de trabalho suportável”. Segundo expôs, as comunidades autônomas não planejaram “adequadamente” as necessidades de pessoal nem adotaram “medidas eficazes de fidelização”.

Além disso, afirmou que essa situação “desvaloriza a Formação Sanitária Especializada (FSE), desincentivando anos de formação exigente e introduzindo claramente dois viéses”. O primeiro deles “tem a ver com a deterioração contínua que o setor de Atenção Primária vem sofrendo, pois essas contratações em fraude à lei são feitas fundamentalmente em especialidades que sustentam a Atenção Primária”.

Juntamente a isso, há o viés “territorial”, ao “admitir profissionais sem acreditação suficiente de suas competências para trabalhar em centros de saúde rurais e em centros de assistência regionais, enquanto se mantém um nível de exigência muito maior na área urbana, potenciando uma discriminação assistencial em função de a população residir na área rural ou na urbana”, prosseguiu.

A FSS-CCOO, que lamenta que “em alguns centros estejam ocorrendo situações em que pessoal sem especialidade participa da supervisão de residentes ou de tarefas docentes”, pediu às comunidades autônomas “uma mudança de rumo” e “que se aja imediatamente para corrigir esse desvio”. É necessária “uma planejamento real das necessidades de profissionais, com convocações suficientes do FSE, bem como medidas urgentes para melhorar as condições de trabalho”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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