Publicado 08/05/2026 07:41

O sindicato CCOO denuncia a falta de pessoal na Saúde Externa para lidar com alertas sanitários como o hantavírus

Archivo - Arquivo - Controles de temperatura realizados nos passageiros no Terminal 4 do Aeroporto de Madri-Barajas Adolfo Suárez, no terceiro dia de vigência da portaria do Ministério da Saúde que determina que todas as pessoas provenientes do exterior
Oscar J. Barroso / Europa Press - Arquivo

MADRID 8 maio (EUROPA PRESS) -

O sindicato CCOO denunciou que a Saúde Externa enfrenta alertas sanitários, como o surto de hantavírus, com equipes insuficientes, vagas não preenchidas e carências de material que “comprometem” a capacidade de resposta.

Segundo o CCOO, soma-se a isso a proposta da Administração de excluir a equipe de enfermagem dos plantões destinados a atender a esses alertas, uma medida que, em sua opinião, carece de fundamento técnico e que “enfraqueceria ainda mais um serviço já sobrecarregado”.

Nesse sentido, o sindicato destaca que nas Ilhas Canárias, tanto em Tenerife quanto em Gran Canaria, há apenas quatro enfermeiros e três médicos por centro. Em todo o país, alerta que há apenas 80 enfermeiros e 51 médicos em atividade, enquanto há 20% de vagas em aberto na área de enfermagem e 30% no corpo médico. “Essa falta de pessoal limita a capacidade operacional das equipes e aumenta a pressão sobre os profissionais que sustentam o serviço”, acrescenta.

O CCOO destaca que às carências de pessoal se somam deficiências materiais persistentes. “Em vários centros, os Equipamentos de Proteção Individual não são revisados adequadamente ou apresentam falta de itens essenciais, como óculos, capuz, calçado adequado ou luvas compridas, o que compromete a segurança dos profissionais e a eficácia da resposta a situações de risco”, aponta.

O sindicato enfatiza que a Saúde Externa é um “pilar fundamental” na vigilância e no controle de ameaças sanitárias internacionais. E considera que, para garantir uma resposta eficaz, é imprescindível manter equipes mistas de médicos e enfermeiros em todos os plantões, preencher as vagas existentes e assegurar que os centros disponham dos recursos materiais necessários.

“A saúde pública exige decisões baseadas em evidências e não em cortes que enfraquecem um serviço essencial para a proteção da população”, conclui.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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