MADRID 12 jun. (EUROPA PRESS) -
Uma equipe de pesquisadores, ligada ao Grupo de Estudos da AIDS da Sociedade Espanhola de Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica (GesSIDA), descobriu que a simplificação do tratamento contra o vírus da imunodeficiência humana (HIV) para dois medicamentos, em vez de três, permite que os pacientes que atingiram uma carga viral indetectável se beneficiem da mesma eficácia e segurança.
Os resultados do estudo STEP-DOUBLE, que envolveu 553 pacientes e foi publicado na revista The Lancet, mostraram que, após 48 semanas de acompanhamento, os pacientes tratados com terapia dupla (dolutegravir e lamivudina em um único comprimido diário) apresentaram melhor tolerabilidade, menos eventos adversos e menos ganho de peso em comparação com os que receberam a terapia tripla (bictegravir, emtricitabina e tenofovir alafenamida em um único comprimido diário).
"A simplificação da terapia antirretroviral tem sido uma aspiração de longa data no controle do HIV. Esse estudo reforça que, em pessoas com HIV estável e sem histórico de falha virológica, é possível reduzir a carga de medicação sem comprometer a eficácia do tratamento", explicou o coordenador do estudo, Dr. Esteban Martinez, do Hospital Clínic em Barcelona.
O especialista também enfatizou que seguir um tratamento de um comprimido por dia favorece o conforto e a adesão a longo prazo, o que está de acordo com a tendência de proporcionar aos pacientes uma melhor qualidade de vida.
Ele também observou que os pacientes que mudaram para a terapia tripla tiveram uma proporção maior de ganho de peso, de mais de 5%, em comparação com aqueles que mudaram para a terapia dupla.
"Embora esses aumentos sejam modestos, se mantidos ao longo do tempo, podem levar ao sobrepeso ou à obesidade, com importantes implicações metabólicas. Isso deve ser levado em conta na seleção do tratamento individualizado", disse ele.
Esses resultados fornecem "novas evidências" para considerar a eficácia de terapias mais leves, especialmente nos casos com tratamento estável sem histórico de falha virológica ou outras contraindicações, o que, por sua vez, pode facilitar a personalização do tratamento.
Essa pesquisa é uma das maiores realizadas em nível europeu e envolveu 30 hospitais em toda a Espanha, o que "demonstra que a pesquisa espanhola sobre HIV está na vanguarda internacional".
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