Publicado 05/05/2026 06:23

Simón confirma que a Espanha está negociando o retorno dos passageiros do cruzeiro com hantavírus e sua possível escala nas Ilhas Ca

O epidemiologista Fernando Simón, durante o encerramento do evento institucional para comemorar o 40º aniversário da Lei Geral de Saúde, no Ministério da Saúde, em 20 de abril de 2026, em Madri (Espanha). A Lei Geral de Saúde de 1986, promovida
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID 5 maio (EUROPA PRESS) -

O diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias (CCAES) do Ministério da Saúde, Fernando Simón, confirmou que está sendo negociado, “entre todas as instituições envolvidas”, os mecanismos de distribuição dos passageiros para seus países de origem, bem como a possível escala do cruzeiro afetado pelo hantavírus nas Ilhas Canárias.

“Ainda não é certo que haja chegada às Ilhas Canárias. O navio tem bandeira holandesa e, portanto, ainda estamos discutindo a possibilidade de que, em vez de parar nas Ilhas Canárias, que é o porto mais próximo de Cabo Verde, ele vá diretamente para a Holanda. Essas decisões estão sendo tomadas neste exato momento”, afirmou ele em entrevista ao programa ‘El Matí’ da Catalunya Ràdio, divulgada pela Europa Press.

De qualquer forma, ele lembrou que o cruzeiro partirá de Cabo Verde “sem casos”, já que os pacientes sintomáticos e uma pessoa de contato próximo de um falecido serão evacuados e, portanto, “a priori, a menos que surja algum caso novo, as pessoas que estão no navio não representam risco para ninguém”.

Caso, durante a viagem, algum dos passageiros adoeça, “obviamente será necessário retirá-lo do navio e atendê-lo nos sistemas de saúde”, afirmou o diretor do CCAES, que destacou que “felizmente, nas Ilhas Canárias existe uma unidade de tratamento de alto nível para pacientes infecciosos de risco”.

No entanto, quanto ao protocolo que a Espanha deveria seguir caso o cruzeiro chegue às Ilhas Canárias, ele explicou que na Espanha existem mecanismos sanitários para o acolhimento em portos e aeroportos, que dependem da Direção-Geral de Saúde Externa do Ministério, juntamente com as delegações do Governo.

“Os portos e aeroportos, em princípio, são de responsabilidade do Estado, não das comunidades autônomas”, explicou ele, reiterando que, “neste momento, se o navio chegar às Ilhas Canárias, chegará sem doentes”; e, nesse caso, “a única coisa a fazer é acompanhá-los adequadamente para garantir que não desenvolvam sintomas e que possam representar um risco muito limitado para os demais”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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