Publicado 14/03/2025 09:34

Simón admite que as medidas contra a pandemia poderiam ter sido "ajustadas", mas "fizemos o melhor que pudemos".

Durante o evento "5 anos depois: memória, aprendizado e o futuro da COVID-19".

O diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências em Saúde do Ministério da Saúde (CCAES), Fernando Simón, mantém um diálogo no evento: "5 anos depois: memória, aprendizado e futuro da COVID-19", na sede do Instituto Carlo Carlo.
Alberto Ortega - Europa Press

MADRID, 14 mar. (EUROPA PRESS) -

O diretor do Centro de Coordenação de Emergências e Alertas de Saúde (CCAES), Fernando Simón, admitiu nesta sexta-feira que as medidas de saúde pública implementadas durante a pandemia de Covid-19 poderiam ter sido "ajustadas", embora tenha assegurado que "fizemos o melhor que podíamos na época".

"O confinamento do tipo que foi feito talvez pudesse ser mais brando em algumas situações ou em algumas circunstâncias. Não faz sentido que uma pessoa que vive sozinha no meio do mato seja confinada em sua casa", ressaltou Simón.

Foi o que o diretor do CCAES disse nesta sexta-feira durante um evento do qual participou ao lado da ministra da Saúde, Mónica García, e no qual analisou os cinco anos desde a chegada da Covid-19.

Sobre este ponto, Simón reconheceu que naquela época era "muito difícil" propor ações diferentes das que foram tomadas com as informações disponíveis para ele. "É verdade que eu gostaria de ter feito coisas não durante a pandemia, mas antes da pandemia, e essas são as coisas que estamos fazendo agora", disse Simón.

"Para responder bem a uma pandemia, o trabalho não é feito durante a pandemia, obviamente, mas é feito sobretudo no período interpandêmico", acrescentou.

Por sua vez, García, que agradeceu a Simón por seu trabalho e por "mostrar seu rosto" durante 2020, enfatizou que "muitas coisas foram bem feitas" durante a pandemia. "Embora ainda haja muitas coisas a fazer e precisemos tomar mais medidas para minimizar os riscos de uma futura pandemia", acrescentou.

HATERS' POR SEU TRABALHO

Simón assegurou que, durante sua gestão do coronavírus, recebeu "muito mais agradecimentos" do que críticas, embora presuma que as últimas tenham recebido "mais visibilidade". "Aqueles que o criticam terão de refletir sobre isso", disse ele.

"Houve haters, ou seja, pessoas que odeiam. Acredito que as pessoas que odeiam não podem, em momento algum, dirigir ou mediar nossa sociedade e, acima de tudo, não podem dirigi-la ou mediar com objetivos que vão além do simples ódio", explicou Simón.

Nesse sentido, García agradeceu a Simón por seu papel, apesar do "ódio" que recebeu na gestão da pandemia: "Tenho que lhe agradecer novamente, Fernando, porque é verdade que para um profissional com todas as letras e um profissional com letras maiúsculas, é muito difícil e muito duro ter que se submeter a um escrutínio de ódio e insultos que vai além de uma crítica ao trabalho científico ou à tomada de decisões".

O PAPEL DA ISCIII DURANTE A PANDEMIA

Por sua vez, a diretora do Instituto de Saúde Carlos III (ISCIII), Marina Pollán, lembrou em seu discurso o trabalho realizado durante a pandemia no centro que dirige.

"O Instituto de Saúde Carlos III esteve a serviço da comunidade desde o primeiro momento. Foram os colegas do Centro Nacional de Microbiologia que desenvolveram os métodos de diagnóstico iniciais, realizaram as primeiras sequências do novo vírus e reorganizaram todo o centro para criar um grande laboratório especificamente dedicado ao coronavírus", disse ela durante seu discurso.

Ele também destacou os diferentes estudos e trabalhos realizados no ISCIII desde a chegada da Covid-19 em 2020. Pollán também enfatizou que o Instituto continua seu trabalho para aprender mais sobre o coronavírus: "Atualmente, também estamos investigando as características e a imunidade de pacientes com Covid persistente, uma consequência da pandemia com um grande impacto nas pessoas afetadas".

Pollán também enfatizou que "ainda há muito a aprender", enquanto prevê que no futuro "outras pandemias e novos problemas de saúde virão", razão pela qual ele pediu para "proteger o Sistema Nacional de Saúde". "Somente o conhecimento pode fornecer luz diante da incerteza", concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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