Publicado 14/05/2026 07:47

A SIGRE lembra que a reciclagem de medicamentos contribui para proteger a saúde das pessoas e do planeta

Archivo - Arquivo - Homem tomando comprimidos.
ELENALEONOVA/ISTOCK - Arquivo

MADRID 14 maio (EUROPA PRESS) -

A reciclagem e a gestão de resíduos de medicamentos, de medicamentos vencidos ou de suas embalagens ajudam a proteger a saúde das pessoas e do planeta, segundo afirmou a SIGRE, por ocasião de seu 25º aniversário.

Em 2025, a reciclagem de medicamentos cresceu mais de 5%, atingindo 110 gramas de embalagens vazias ou com resíduos de medicamentos por habitante. Além disso, em três de cada quatro lares espanhóis já se reciclam medicamentos, 90% dos cidadãos consideram prejudicial jogá-los no lixo ou no ralo e 99% da população dispõe de pelo menos um Ponto SIGRE em seu município.

Esta entidade conta já com a participação de 397 empresas farmacêuticas, 142 armazéns de distribuição farmacêutica e mais de 22.200 farmácias para consolidar um sistema próximo, seguro e eficaz.

Nesse contexto, o diretor-geral da Farmaindustria e presidente da SIGRE, Juan Yermo, explicou que a SIGRE foi criada para garantir que os resíduos de medicamentos e suas embalagens fossem gerenciados de “forma segura para garantir a saúde pública e a preservação do meio ambiente”.

Em relação à diretiva sobre o tratamento de águas residuais, ele afirmou que, além da excreção de medicamentos pelos seres humanos, existem muitos outros contaminantes e produtos tóxicos que não são eliminados, razão pela qual considerou “injusto” que o setor farmacêutico e cosmético sejam os responsáveis por financiar 80% da depuração das águas residuais urbanas, já que isso representa mais do que lhes cabe.

PROJETO COLABORATIVO DE ECONOMIA CIRCULAR

Por sua vez, o diretor-geral da SIGRE, Miguel Vega, garantiu que esta iniciativa não é “apenas um sistema de coleta de resíduos”, já que se trata do “maior projeto colaborativo do setor farmacêutico em matéria de economia circular” e um exemplo que demonstra que os objetivos em matéria de sustentabilidade só poderão ser “alcançados por meio de alianças que aglutinem o trabalho realizado por cada um dos agentes envolvidos”.

“A sustentabilidade ambiental deixou de ser um valor agregado para se tornar um eixo estratégico e necessário das políticas públicas, das regulamentações europeias e espanholas, da atividade empresarial e das expectativas sociais”, acrescentou.

Este sistema evoluiu sob a abordagem ‘One Health’, que reconhece a conexão entre a saúde das pessoas, dos animais e do meio ambiente. Nesse sentido, a SIGRE quis lembrar que o uso responsável do medicamento não termina quando o tratamento é concluído, mas “quando seus resíduos são depositados corretamente no Ponto SIGRE da farmácia”.

O presidente do Conselho Geral das Ordens Farmacêuticas e vice-presidente da SIGRE, Jesús Aguilar, destacou o papel da farmácia como a face mais visível do sistema perante os cidadãos.

“A capilaridade, a proximidade e o profissionalismo da farmácia foram decisivos para que o uso do Ponto SIGRE se tornasse um hábito cada vez mais consolidado entre os espanhóis. E isso é crucial porque reciclar medicamentos não é apenas uma questão ambiental; está diretamente relacionado ao uso responsável dos medicamentos e à segurança dos pacientes”, destacou.

Atualmente, nove em cada dez farmacêuticos incentivam os cidadãos a depositar as embalagens vazias e os restos de medicamentos no Ponto SIGRE. Além disso, 80% dos cidadãos expressam seu orgulho pela “alta porcentagem de lares espanhóis que reciclam medicamentos”.

MODELO DE LOGÍSTICA REVERSÍVEL

A Federação de Distribuidores Farmacêuticos (FEDIFAR) participou desde o início de sua concepção, projetando uma “operação logística eficiente, viável e adaptada à realidade do canal farmacêutico: o modelo de logística reversa”. Esse sistema integra a gestão de resíduos de medicamentos ao circuito logístico existente, evitando a criação de estruturas paralelas.

Este modelo aproveita as rotas de distribuição de medicamentos às farmácias para recolher os resíduos depositados pelos cidadãos nos Pontos SIGRE, reduzindo o impacto ambiental do transporte. Graças a este modelo logístico, evita-se anualmente a emissão de 1.400 toneladas de CO2 para a atmosfera.

A presidente da FEDIFAR e vice-presidente da SIGRE, Matilde Sánchez Reyes, destacou que a logística reversa é um dos “grandes pontos fortes” da SIGRE, pois “a sustentabilidade não é um acréscimo ao sistema, mas sim parte integrante de seu próprio funcionamento”.

“A distribuição, uma vez que entrega o pedido na farmácia, utiliza essas rotas de retorno aos armazéns para levar os sacos com os resíduos de medicamentos, que são guardados nos armazéns de distribuição para posterior transporte pelos setores autorizados até as instalações de triagem da SIGRE”, explicou ela.

A cada ano, são colocadas no mercado cerca de 500 milhões de unidades de medicamentos — uma em cada três — com alguma melhoria ambiental em sua embalagem. Por exemplo, o último Plano de Prevenção de Embalagens, desenvolvido de 2021 a 2023, permitiu a implementação de 749 medidas de ecodesign, com uma economia estimada de mais de 2.800 toneladas de matérias-primas.

Nesse sentido, o novo Plano Empresarial de Prevenção e Ecodesign 2024-2028 abrange 92% das unidades de embalagens de medicamentos comercializadas e representa 90% em peso dos materiais colocados no mercado pelo setor, prevendo a aplicação de 1.000 novas iniciativas de prevenção e ecodesign nos próximos anos.

A SIGRE indicou que, nestes 25 anos de atividade, foi possível evitar o corte de 246.000 árvores, bem como a emissão de 100.000 toneladas de CO2 para a atmosfera. Também contribuiu para a economia de 460 milhões de litros de água, 485 milhões de kWh de energia e 80 milhões de litros de petróleo.

Ao mesmo tempo, desde janeiro de 2025, a SIGRE ampliou sua atividade para a gestão de resíduos de embalagens de medicamentos gerados em laboratórios, centros de saúde e instalações do canal farmacêutico em toda a Espanha. Essa ampliação representa uma nova etapa para a organização, que busca “responder a um contexto regulatório mais exigente e avançar em direção a uma visão mais completa do ciclo de vida do medicamento”.

“Não podemos nos limitar a manter um modelo que tem funcionado bem; devemos reforçá-lo, ampliá-lo e adaptá-lo aos novos desafios. Queremos que a SIGRE continue sendo uma referência em sustentabilidade, inovação e colaboração setorial”, concluiu Miguel Vega.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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