Publicado 16/09/2026 10:40

O setor de tecnologia da saúde investe 344 milhões em P&D&I na Espanha, segundo a Fenin

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MADRID 16 set. (EUROPA PRESS) -

As empresas de tecnologia da saúde investiram mais de 344 milhões de euros em P&D&I na Espanha durante 2023, sendo o setor com maior intensidade de P&D em relação ao faturamento — 7% — entre os setores industriais em nível nacional.

É o que reflete o relatório “Análise das capacidades de P&D&I no âmbito das tecnologias da saúde na Espanha”, elaborado pela Federação Espanhola de Empresas de Tecnologia da Saúde (Fenin).

De acordo com o documento, essa aposta na inovação resultou em um crescimento de 94% nos registros de patentes de tecnologias da saúde na última década: de 86 em 2016 para 167 pedidos registrados em 2025, um recorde histórico do setor.

Além do investimento próprio, esse setor demonstra uma “alta capacidade” de captar financiamento competitivo, tanto nacional quanto europeu. De fato, a Espanha lidera a captação de recursos na Europa em tecnologias da saúde, com 21,8% do total dos recursos disponibilizados pela União Europeia.

“Os dados mostram um setor líder em inovação e um excelente posicionamento internacional, sendo ambos fatores determinantes para ajudar nosso sistema de saúde a oferecer um atendimento mais preciso, personalizado e eficiente, e posicionando-se como motor do progresso econômico e social do país”, destacou o secretário-geral da Fenin, Pablo Crespo, durante um seminário para jornalistas em Córdoba.

Além disso, Crespo lembrou que a indústria de tecnologia da saúde contribui com mais de 6 bilhões de euros para o PIB nacional e tem potencial para aumentar sua contribuição, “sendo necessário, para isso, adaptar o marco normativo vigente para permitir a melhoria da competitividade do setor, com medidas como a indexação dos contratos públicos na área da saúde e a rápida incorporação da inovação”.

P&D&I, EMPREENDEDORISMO E INTERNACIONALIZAÇÃO

De acordo com o relatório, em seu compromisso com a P&D&I, além do investimento conjunto de 344 milhões de euros anuais, 85% das empresas de tecnologia da saúde contam com um departamento de P&D&I e 38% delas dispõem de um centro de P&D na Espanha.

Também se destaca o “grau de maturidade crescente e a notável diversificação tecnológica” do ecossistema espanhol de startups e a existência de 71 spin-offs relacionadas a tecnologias da saúde (84% do total de spin-offs promovidas por institutos de pesquisa em saúde).

A proteção dos resultados de P&D&I mantém uma tendência de crescimento desde 2016, com um recorde de registros de patentes em 2025 (167 pedidos). No entanto, o relatório alerta que há margem para melhorias em relação aos principais países europeus.

Um dos principais desafios identificados nessa área diz respeito à internacionalização limitada da proteção das invenções de origem espanhola: cada inovação tecnológica desenvolvida na Espanha é protegida, em média, em 2,74 países.

Essa situação é atribuída, entre outros fatores, às dificuldades que as empresas enfrentam para arcar com os altos custos associados a uma ampla proteção internacional. O relatório defende a definição de uma estratégia nacional de proteção e valorização internacional da P&D&I e a facilitação de linhas de financiamento para a extensão internacional de patentes.

APOSTA NA COMPRA PÚBLICA DE INOVAÇÃO

O documento conclui que o setor de tecnologia da saúde espanhol possui uma sólida capacidade de gerar conhecimento, captar financiamento seletivo, desenvolver tecnologias inovadoras, criar novas empresas e atrair investimentos em áreas estratégicas para o sistema de saúde. No entanto, essa “excelência científica e tecnológica” da indústria ainda apresenta uma margem significativa de melhoria em sua valorização, proteção e incorporação ao sistema.

O relatório defende o fomento de instrumentos legislativos e econômicos que acelerem a transferência da inovação tecnológica para o mercado e sua adoção pelo sistema de saúde. Uma medida de destaque é a aposta em modelos de Compra Pública de Inovação, uma “ferramenta estratégica” para a incorporação precoce de novas soluções à prática assistencial e para melhorar a eficiência do sistema, reduzir a incerteza associada à inovação e fortalecer o tecido empresarial.

De forma complementar às medidas contidas neste documento, outras propostas apresentadas pela Fenin às administrações e formações políticas para melhorar o acesso à inovação e a competitividade das empresas incluem, entre outras, pelo desenvolvimento de um marco normativo específico para tecnologias e produtos de saúde, a indexação dos contratos públicos ao IPC e a implementação de um Plano de Industrialização para esse setor.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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