Publicado 24/07/2026 05:44

A SESPAS reivindica uma “Estratégia Nacional de Segurança Aquática” para prevenir mortes por afogamento na Espanha

Área de lazer das Presillas de Rascafría, em 16 de julho de 2026, em Rascafría, Madri (Espanha). Essas populares piscinas naturais, localizadas no Vale de El Paular, bem no centro da Serra de Guadarrama, recebem um grande número de madrilenos
Rafael Bastante - Europa Press

MADRID 24 jul. (EUROPA PRESS) -

A Sociedade Espanhola de Saúde Pública e Administração Sanitária (SESPAS) reivindicou a criação de uma “Estratégia Nacional de Segurança Aquática” com o objetivo de prevenir as mortes por afogamento na Espanha, que totalizaram 217 nos primeiros seis meses do ano.

Assim, com base nesses dados do “Relatório Nacional de Afogamentos” da Real Federação Espanhola de Salvamento e Socorro (RFESS), bem como por ocasião da comemoração, neste sábado, 25 de julho, do Dia Mundial da Prevenção de Afogamentos, essa sociedade científica fez esse apelo para coordenar as políticas preventivas, melhorar a vigilância epidemiológica e reduzir de forma sustentável tanto as mortes quanto as sequelas associadas a esses episódios.

Esses episódios representam “uma das principais causas de morte por lesões não intencionais no mundo”, continuou a SESPAS, que lembrou que o afogamento “não deve ser visto como um acidente inevitável, mas como um problema de saúde pública amplamente evitável”. Esses eventos não são “isolados ou excepcionais”, mas “um problema persistente que requer uma resposta estrutural, coordenada e mantida ao longo de todo o ano”, afirmou.

Aprofundando-se no documento mencionado da RFESS, declarou que, entre 2015 e 2025, foram registradas na Espanha 4.602 mortes por afogamento não intencional, sendo que 56,4% ocorreram entre junho e setembro, mas se distribuíram ao longo de todo o ano. Por isso, considera que as campanhas de verão “devem ser complementadas com políticas preventivas estáveis”.

“O perfil das vítimas quase não mudou na última década: a maioria são homens adultos e o risco aumenta entre os idosos, devido, entre outros fatores, à maior incidência de doenças crônicas, fragilidade e multimorbidade”, continuou ele, acrescentando que “uma parte significativa das mortes ocorre, além disso, em praias e outros espaços naturais sem serviço de salva-vidas”.

GRUPOS VULNERÁVEIS

Nesse sentido, ele sustentou que é necessário desenvolver intervenções adaptadas às características e circunstâncias dos grupos com maior exposição ou vulnerabilidade, como “idosos, crianças, turistas, pescadores e pescadoras, esportistas e aqueles que realizam atividades recreativas em espaços aquáticos naturais”.

No entanto, indicou que o referido plano proposto deve ser liderado pelo Ministério da Saúde e coordenado com as comunidades autônomas, as entidades locais e os setores envolvidos na educação, no turismo, na proteção civil, no esporte e na segurança marítima. Assim, defende a ampliação da educação em segurança aquática desde a infância, a promoção do aprendizado universal da natação e das competências básicas de autoproteção, o desenvolvimento de programas para os grupos de maior risco e a adaptação dos serviços de vigilância, sinalização e salvamento às características de cada espaço.

Além disso, defende a incorporação da segurança aquática às políticas de adaptação às mudanças climáticas. “O aumento das temperaturas e o prolongamento dos períodos de calor podem intensificar o uso de praias, piscinas, rios e represas, enquanto chuvas torrenciais, inundações e cheias repentinas geram novos riscos”, indicou, acrescentando que é oportuno “incluir a prevenção de afogamentos nos planos de proteção civil, adaptação climática e gestão de emergências”.

Por fim, e enfatizando que a prevenção deve ser abordada como uma “autêntica política de saúde pública”, baseada em evidências científicas, coordenação institucional e avaliação contínua, a SESPAS destacou a necessidade de um Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica de Lesões por Afogamento.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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