Publicado 25/05/2026 06:10

A SESPAS considera a coordenação da assistência uma "reforma fundamental" para melhorar o funcionamento do SNS

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MADRID 25 maio (EUROPA PRESS) -

A Sociedade Espanhola de Saúde Pública e Administração Sanitária (SESPAS) destacou a coordenação da assistência como uma “reforma fundamental” para melhorar o funcionamento do Sistema Nacional de Saúde (SNS) e reduzir os danos evitáveis associados à fragmentação da assistência.

Isso foi destacado com base nas conclusões do Relatório SESPAS 2026, no qual se alerta que a falta de coordenação não apenas reduz a eficiência do sistema, mas também pode impactar diretamente a segurança e a qualidade da assistência, afetando especialmente pacientes com doenças crônicas, pluripatologias ou alta complexidade clínica e social.

Nessa linha, a SESPAS detalhou que a falta de coordenação entre profissionais e níveis de assistência pode se traduzir em atrasos, duplicações, exames desnecessários e erros evitáveis para os pacientes, que podem ficar “perdidos” entre o centro de saúde e o hospital.

Precisamente, um dos artigos compilados no Relatório SESPAS 2026 detalha que uma alta hospitalar sem informações suficientes, uma medicação não conciliada ou uma comunicação deficiente entre profissionais podem gerar readmissões hospitalares evitáveis, eventos adversos devido à falta de conciliação da medicação ou duplicação de exames.

Para enfrentar essa situação, o relatório ressalta a importância de garantir uma coordenação entre os âmbitos de assistência centrada nas pessoas e liderada pela Atenção Primária (AP), com o objetivo de melhorar sua continuidade e capacidade de resolução.

Essa coordenação “não pode se resumir à disponibilidade de um prontuário eletrônico”, mas o relatório identifica como “elementos essenciais” a continuidade da informação, a comunicação entre profissionais e as relações interpessoais baseadas na confiança.

“O prontuário médico compartilhado, os relatórios de continuidade de cuidados, os roteiros de atendimento e as tecnologias digitais podem melhorar a coordenação, mas somente se fizerem parte de uma cultura real de trabalho colaborativo e de corresponsabilidade entre profissionais”, observou a SESPAS.

Da mesma forma, o artigo destaca o papel da enfermagem, incluindo a enfermeira gestora de casos, na continuidade dos cuidados de pacientes crônicos ou com alta complexidade clínica e social. No entanto, adverte que a coordenação dos cuidados não deve recair exclusivamente sobre essa figura, mas ser entendida como uma função compartilhada entre medicina, enfermagem, serviço social e outros perfis profissionais, de acordo com as necessidades de cada paciente.

MODELOS INTERDISCIPLINARES E COORDENADOS NA APS

Por outro lado, a SESPAS assinalou que o atual modelo organizacional da Atenção Primária (AP) está “muito centrado” em consultas médicas e de enfermagem “sobrecarregadas”, o que é “insuficiente” para responder às necessidades de saúde de uma população caracterizada pelo envelhecimento e pela cronicidade, além de dificuldades relacionadas à solidão indesejada, à dependência, aos problemas sociais, à medicalização de processos naturais da vida e a uma crescente complexidade clínica.

Diante dessa situação, a SESPAS ressaltou que são necessárias equipes “mais amplas, interdisciplinares e coordenadas”, uma vez que as demandas que chegam aos centros de saúde não têm apenas caráter clínico e sua atenção não pode recair exclusivamente sobre as consultas médicas e de enfermagem, nem limitar-se ao centro de saúde, mas requerem uma coordenação adequada com a comunidade.

“A assistência à saúde da pessoa não pode nem deve ser coberta por ações isoladas”, afirma outro dos artigos incluídos no Relatório SESPAS 2026, que também defende a necessidade de avançar em direção a “modelos multiprofissionais capazes de abordar de forma colaborativa o diagnóstico, o tratamento, os cuidados, a prevenção e a assistência comunitária”.

Esses novos modelos, segundo a SESPAS, devem ser de “gestão clínica colaborativa”, para que as competências sejam distribuídas de forma mais eficiente entre os profissionais. No entanto, a SESPAS apontou que fatores estruturais, como a sobrecarga assistencial, a falta de comunicação interna ou a ambiguidade na definição de funções, limitam sua implantação.

Por isso, explicou que a integração de novos perfis na Atenção Primária deve ser acompanhada de um planejamento prévio dos circuitos, das agendas, das lideranças e dos mecanismos de comunicação interna.

No entanto, a sociedade científica concluiu insistindo na importância de reforçar a Atenção Primária, dotá-la de capacidade real de liderança e promover equipes multidisciplinares coordenadas para melhorar a qualidade da assistência, prevenir danos evitáveis e garantir a sustentabilidade do sistema de saúde.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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