Publicado 17/07/2026 08:47

A SESISA e a Pfizer apresentam 35 recomendações para promover a participação do paciente onco-hematológico no hospital

Archivo - Arquivo - Médica em um consultório.
DEMAERRE/ISTOCK - Arquivo

MADRID 17 jul. (EUROPA PRESS) -

A Sociedade Espanhola de Gestores da Saúde (SEDISA), em colaboração com a empresa biomédica Pfizer, publicou um documento no qual apresenta 35 recomendações para promover a participação do paciente onco-hematológico no ambiente hospitalar.

Mais especificamente, o relatório “Participação de pacientes onco-hematológicos no ambiente hospitalar. Da experiência do paciente à melhoria da assistência”, que apresenta 14 objetivos, reúne a experiência de cinco hospitais do Sistema Nacional de Saúde (SNS) e estabelece um roteiro nesse sentido, voltado para modelos de participação mais estruturados, sustentáveis e orientados para resultados.

Assim, o trabalho se articula em torno de cinco linhas de ação, que são: o incentivo a modelos de participação mais avançados (mentorias e espaços de diálogo), o desenvolvimento de mecanismos estruturados (comitês e órgãos formais), a incorporação do paciente na melhoria do processo de atendimento e na geração de conhecimento, a coleta estruturada de sua experiência e necessidades, e o reforço da informação e da educação em saúde

Essa análise “oferece um roteiro concreto para que qualquer hospital possa avançar na participação do paciente onco-hematológico”, resumiu o presidente da SEDISA, José Soto, que destacou o compromisso de continuar “impulsionando iniciativas que coloquem a gestão a serviço das pessoas”.

Nessa linha, este trabalho, que dá continuidade ao programa de acompanhamento iniciado por essa entidade em 2023, reúne os resultados de sua segunda fase, que está centrada na oncohematologia. Essa área é caracterizada “pela complexidade clínica, pela cronicidade e pelo elevado impacto físico e emocional nos pacientes, onde a participação ativa do paciente é fundamental para melhorar os resultados em saúde e a experiência de atendimento”, indicaram representantes da organização.

Este projeto teve início em 2021, quando, em conjunto com a Plataforma de Organizações de Pacientes (POP), foi publicado o “Documento de consenso sobre a promoção da participação dos pacientes no âmbito hospitalar”, referência que estabelece o roteiro para impulsionar a participação nos hospitais. Posteriormente, em 2025, foi lançada esta segunda fase, que destaca a importância de avançar na participação em patologias como o mieloma múltiplo, em que o impacto da doença vai além do âmbito clínico, afetando significativamente a qualidade de vida e o bem-estar emocional dos pacientes.

MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA

Em patologias como a citada, a participação ativa do paciente, que convive “durante anos” com a doença, “é fundamental para adaptar os processos de atendimento às suas necessidades reais”, afirmou o diretor de Acesso ao Mercado e Relações Institucionais da Pfizer, Sergio Rodríguez, que defende “integrar a experiência do paciente”, já que isso “permite melhorar não apenas a qualidade do atendimento, mas também a adesão ao tratamento, os resultados em saúde e a qualidade de vida”.

Aprofundando o conteúdo deste relatório, a SEDISA expôs que os hospitais Álvaro Cunqueiro de Vigo (Pontevedra), o Regional Universitário de Málaga, o Universitário Doctor Peset de Valência, o Universitário La Paz de Madri e o Universitário Son Espases de Palma (Ilhas Baleares) apresentavam diferentes níveis de maturidade em termos de participação no início do programa, mas todos contavam com uma base institucional e um histórico prévio.

Por sua vez, ao longo do acompanhamento, o Álvaro Cunqueiro realizou uma pesquisa com 326 pacientes e já reformou as salas de espera de seu Hospital de Dia; o Regional Universitário de Málaga criou dois grupos participativos mistos e estáveis nas áreas de Oncologia e Hematologia; o Universitário Doctor Peset co-elaborou quatro pesquisas com pacientes por meio de um grupo focal, o Universitário La Paz combina pesquisa e “Patient Journey” e o Universitário Son Espases implantou um modelo de escuta sistemática e contínua.

“Quando os gestores e gestoras da área da saúde fazem da participação do paciente uma prioridade estratégica, os resultados são visíveis e mensuráveis”, destacou, diante disso, a primeira vice-presidente da organização autora deste documento, Dulce Ramírez, que acrescentou que este programa “demonstra que é possível passar de iniciativas pontuais para sistemas estruturados, e que essa mudança melhora diretamente o atendimento ao paciente onco-hematológico”.

A esse respeito, Rodríguez enfatizou que “a participação do paciente não apenas melhora a experiência de atendimento, mas é um elemento-chave para avançar em direção a modelos de atendimento mais eficientes, sustentáveis e centrados nos resultados de saúde”. “Iniciativas como essa demonstram que a colaboração entre gestores, profissionais de saúde, pacientes e empresas é essencial para transformar o sistema de saúde e gerar um impacto real na vida das pessoas”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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