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Após a recente deteção e retirada internacional de alimentos infantis MADRID 13 fev. (EUROPA PRESS) -
A Sociedade Espanhola de Segurança e Qualidade Alimentar (SESAL) alertou que a toxina cereulida não é eliminada com o reaquecimento doméstico, uma vez que o principal risco não reside apenas na presença da bactéria, mas na toxina que esta pode ter formado previamente no alimento.
Assim se manifestou a SESAL após a recente retirada internacional de alimentos infantis devido à possível presença da toxina cereulida, o que gerou grande preocupação no setor alimentar e entre os consumidores. Por isso, como indica a Agência Espanhola de Segurança Alimentar e Nutrição (AESAN), recomenda às pessoas que tenham em casa os produtos incluídos neste alerta que se abstenham de os consumir. No entanto, a SESAL sublinha que os casos detetados que possam estar relacionados com este incidente não se revelaram graves até à data. Neste contexto, a Sociedade indicou que esta retirada internacional revelou a importância de compreender este perigo alimentar, as suas implicações para a saúde pública e as medidas necessárias para reforçar o controlo na indústria.
A SESAL explicou que a toxina cereulida é sintetizada por determinadas estirpes de Bacillus cereus (estirpes eméticas) e destaca-se pela sua extrema estabilidade, bem como pela possível presença de toxina pré-formada, gerada no alimento antes do consumo, e que continua presente no mesmo, mesmo na ausência posterior de bactérias viáveis.
“Por isso, sua presença em alimentos prontos para consumo representa um risco relevante, especialmente em populações vulneráveis, como lactentes, pessoas imunodeprimidas ou idosas. Os sintomas associados à sua ingestão são náuseas e vômitos intensos nas 0,5-5 horas seguintes. No entanto, podem ocorrer casos graves”, detalha. O 'BACILLUS CEREUS' ESTÁ PRESENTE EM CEREAIS, LEITE E CARNE
O 'Bacillus cereus' é um microrganismo ubíquo no ambiente e normalmente presente em matérias-primas de origem vegetal e animal (cereais, especiarias, leite, carne, vegetais). Sua capacidade de formar esporos permite-lhe resistir a tratamentos térmicos e persistir em ambientes úmidos, ácidos, com alta salinidade ou mesmo em refrigeração.
O risco de contaminação abrange numerosas famílias de alimentos, como alimentos preparados prontos para consumo (carne, peixe, arroz, massas, vegetais), cremes, sopas, leite e derivados lácteos, alimentos infantis (leite em pó, cereais), bem como especiarias e misturas secas.
“Além disso, é capaz de formar biofilmes, o que aumenta sua sobrevivência em ambientes industriais. A utilização de matérias-primas tratadas termicamente e de tratamentos térmicos ao longo dos processos de produção alimentar favorece a seleção deste tipo de microrganismos, o que aumenta a frequência de sua presença nos ambientes de produção, sendo frequente sua detecção em biofilmes”, acrescenta a Sociedade.
Em relação ao seu controle na indústria, a Sociedade afirma que as estratégias devem se concentrar em evitar a contaminação, impedir o crescimento de cepas eméticas e bloquear a síntese da toxina. Para o controle analítico desse perigo, acrescenta a SESAL, são utilizadas diferentes técnicas, como o cultivo de 'B. cereus', PCR de genes eméticos e a detecção da toxina por técnicas cromatográficas (LC-MS/MS).
Além disso, destaca que a detecção cromatográfica permite detectar e quantificar diretamente a toxina que constitui o perigo em si, sem que os dois primeiros métodos deixem de ser ferramentas úteis para o controle microbiológico desse perigo.
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