Publicado 06/09/2025 08:21

Para que servem as bolas laranjas nos cabos de energia e por que elas são tão importantes (também para os pássaros)?

Cabos de eletricidade. Aves.
ELECTRICIDAD

MADRID 6 set. (EUROPA PRESS) -

Nas estradas, em áreas rurais e em áreas próximas a aeroportos, as esferas laranja, vermelhas ou brancas penduradas em cabos de alta tensão cumprem uma função essencial de segurança aérea e proteção ambiental. Seu objetivo não é decorativo, mas preventivo: evitar colisões com aeronaves que voam baixo, como helicópteros de resgate, aeronaves agrícolas, balões de ar quente ou aeronaves leves.

De acordo com a Agência Espanhola de Segurança da Aviação (AESA), a instalação desses sinalizadores visuais esféricos é obrigatória em pontos estratégicos definidos pelo risco de colisão. Os fios suspensos são praticamente invisíveis do ar em condições de baixa visibilidade, e esses sinalizadores melhoram sua identificação à distância. A regulamentação espanhola, baseada no Anexo 14 da ICAO e no Regulamento (UE) 139/2014, estabelece requisitos para garantir a segurança de pilotos e passageiros em áreas críticas.

REGULAMENTOS PARA MARCAÇÃO AÉREA

De acordo com o Decreto Real 223/2008 publicado no BOE e o Guia AESA para marcação e iluminação de obstáculos, a colocação de balizas esféricas é obrigatória em áreas onde linhas de energia, cabos ou estruturas possam interferir na navegação aérea. Isso inclui travessias sobre vales, rios, reservatórios, estradas, áreas montanhosas e perto de aeroportos. Além disso, o Decreto Real 862/2009 estabelece que qualquer instalação localizada em áreas protegidas por servidões aeronáuticas deve ter sinalização visível a longas distâncias.

O diâmetro dos sinalizadores varia entre 60 e 90 centímetros, com um peso aproximado de 5 a 7 quilos, o que permite que sejam instalados sem comprometer a estabilidade dos cabos. Para garantir a máxima visibilidade, são usadas cores aprovadas pela aviação: laranja, vermelho e branco. A distância máxima entre as esferas é de 60 metros, sendo reduzida para 30 metros em áreas de alto risco, como aproximações de pistas de pouso ou rotas aéreas frequentes, de acordo com as especificações da EASA.

Os materiais utilizados, como polietileno de alta densidade ou poliéster reforçado com fibra de vidro, estão em conformidade com os requisitos do BOE e foram projetados para resistir à radiação solar, ao vento, à chuva e às mudanças bruscas de temperatura.

PROTEÇÃO DA VIDA SELVAGEM E REGIME DE SANÇÕES

Além de seu papel na segurança das aeronaves, esses faróis também contribuem para a conservação de espécies protegidas. De acordo com o Decreto Real 1432/2008, as colisões de pássaros com linhas elétricas representam uma das principais causas de mortalidade não natural. Para reduzir o impacto ambiental, dispositivos complementares, como desviadores de voo ou protetores de pássaros, são usados para aumentar a visibilidade das linhas elétricas e promover a preservação da biodiversidade.

O não cumprimento das obrigações estabelecidas no Decreto Real 223/2008 e na Lei da Indústria 21/1992 pode levar a penalidades financeiras significativas, que variam de acordo com a gravidade e podem ultrapassar 600.000 euros em casos particularmente críticos. As normas exigem que os proprietários de linhas elétricas mantenham os sinalizadores em condições adequadas, realizem inspeções periódicas e comuniquem qualquer incidente, seguindo os protocolos estabelecidos pela AESA e pelas comunidades autônomas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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