MADRID 18 fev. (EUROPA PRESS) - A Sociedade Espanhola de Reabilitação e Medicina Física (SERMEF) lembrou que a reabilitação respiratória ajuda a evitar que as constipações se prolonguem em adultos e crianças, confirmando assim que é possível evitar ter muco durante todo o inverno.
Conforme apontado por essa sociedade científica, o frio e o aumento dos vírus respiratórios durante os meses frios, a congestão nasal e o acúmulo de muco se tornam um problema frequente tanto em adultos quanto em crianças. Além disso, quando o muco se acumula e não é expelido adequadamente, pode prolongar a congestão e o desconforto respiratório. Diante disso, a SERMEF insistiu que a reabilitação respiratória permite agir diretamente sobre o muco por meio de exercícios específicos cujo objetivo é soltar as secreções, mobilizá-las e facilitar sua expulsão, evitando que os resfriados se prolonguem no tempo.
De qualquer forma, esta entidade esclareceu que as técnicas mencionadas devem ser supervisionadas por uma equipe especializada em Reabilitação Respiratória e adaptadas à idade do paciente e à localização das secreções nas vias respiratórias. RECOMENDAÇÕES PARA A POPULAÇÃO ADULTA
Assim, na população adulta, a Dra. Ester Marco, membro da SERMEF, explicou que “o muco é uma barreira defensiva que retém partículas e microrganismos, mas que, quando produzido em excesso ou espesso, pode se acumular, dificultar a respiração e favorecer a congestão”.
“Um dos exercícios básicos é a respiração diafragmática, que consiste em inspirar profundamente pelo nariz, levando o ar para o abdômen, de modo que este se eleve, enquanto o peito permanece relativamente imóvel”, continuou Marco em relação aos adultos, ao mesmo tempo em que recomendou a “tosse controlada” e a “respiração com os lábios franzidos”.
Além disso, esta especialista defende, na idade adulta, técnicas de drenagem postural, “para que o muco se desloque das zonas mais profundas do pulmão para áreas onde é mais fácil expeli-lo através da tosse”, e a inalação de vapor, que “ajuda a humidificar as vias respiratórias e a reduzir a densidade do muco”.
CONSELHOS NA ÁREA PEDIÁTRICA
“Esses exercícios são complementados com uma hidratação adequada, lavagens nasais, manutenção de umidade ambiental adequada e prática de exercícios físicos em geral”, afirmou, enquanto a Dra. Alba Gómez, que também representa a SERMEF, destacou que, “na reabilitação respiratória pediátrica, os exercícios são sempre apresentados como um jogo para facilitar a participação da criança”.
Desta forma, Gómez aposta em “ensinar a cheirar objetos como frutas ou flores, o que implica uma inspiração nasal profunda que ajuda a trabalhar a respiração e a mobilizar as secreções”. Além disso, ela defende a “realização de exercícios de respiração profunda” a partir dos “2-3 anos”.
O exercício de “fazer o gato” é outra técnica comum, indica esta especialista, que esclareceu que “consiste em colocar a criança de quatro, inspirar pelo nariz arqueando suavemente a região lombar e, ao expirar, arredondar as costas como um gato”. Além disso, ela expôs a importância de “brincadeiras como fazer bolhas com um canudo”, pois isso serve “para soltar as secreções e ajudar a que elas subam”.
Por último, Gómez destacou que, “em crianças com doenças neurológicas, alterações imunológicas, alergias, doenças respiratórias crônicas ou infecções respiratórias recorrentes, é indicada a avaliação em Unidades de Reabilitação Respiratória Pediátrica”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático