Publicado 07/02/2026 07:47

Por que o ser humano está voltando à Lua? Diferenças entre os programas Artemis e Apollo

Nave espacial Orion
ESA

A primeira mulher, a primeira pessoa negra e o primeiro não americano irão à Lua MADRID 7 fev. (EUROPA PRESS) -

O ser humano voltará à Lua no âmbito da missão Artemis após mais de 50 anos, quando, na década de 1960, a NASA desenvolveu o programa espacial tripulado Apollo, que foi encerrado em 1972.

A missão Artemis II, que deverá ser lançada em março de 2026, será a primeira missão tripulada do programa Artemis, que transportará quatro astronautas em uma viagem ao redor da Lua. Após mais de 50 anos, a NASA decidiu voltar à Lua, mas de forma sustentável, ou seja, para ficar. Para isso, será criada uma infraestrutura permanente (Gateway) projetada para um mínimo de quinze anos. O programa Artemis, ao contrário do programa Apollo, no qual os astronautas permaneceram na superfície lunar por cerca de quinze dias no total, tem como objetivo que o ser humano aprenda a viver e trabalhar por longos períodos na superfície de outro mundo, bem como aprender a explorar os recursos lunares.

Após o voo de teste não tripulado da Artemis I, a Artemis II contará com uma tripulação de quatro astronautas — os astronautas da NASA Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, e o astronauta da Agência Espacial Canadense Jeremy Hansen — que completarão uma trajetória de voo diferente. Assim, pela primeira vez, uma mulher, uma pessoa negra e uma pessoa não americana irão à Lua.

“Iremos à Lua com um grande esforço internacional liderado pelos Estados Unidos, mas incluindo vários países e fazendo uso dos setores público e privado, criando as condições para uma eventual Economia Lunar”, explicou em uma reunião com a mídia o chefe de produção dos módulos de serviço europeus da nave Orion da Agência Espacial Europeia (ESA), Guillermo González.

O especialista da ESA destacou que a missão Artemis combina missões com astronautas e com robôs/rovers e que servirá para “inspirar as futuras gerações de engenheiros e cientistas”. “Para aprender e assim, um dia, poder ir a Marte”, afirmou. A VIAGEM DA ORION AO REDOR DA TERRA E DA LUA

A nave espacial Orion, que será lançada pelo foguete do Sistema de Lançamento Espacial (SLS) da NASA a partir do Centro Kennedy, na Flórida, orbitará a Terra várias vezes, depois empreenderá uma viagem de quatro dias à Lua, sobrevoará o satélite natural e retornará à Terra.

Após atingir a órbita terrestre, o estágio superior do foguete impulsionará a Orion para uma órbita altamente elíptica, onde a tripulação e as equipes da missão verificarão se todos os sistemas estão funcionando corretamente. Durante esta fase, os astronautas também assumirão o controle manual da nave espacial para realizar uma demonstração de operações de proximidade com a Orion usando os motores do Módulo de Serviço Europeu. Essas capacidades serão cruciais em futuras missões Artemis, particularmente no transporte e posicionamento de elementos da Plataforma Orbital Lunar (Gateway), como o módulo lunar I-Hab da ESA.

Depois de concluídas todas as verificações e demonstrações, o segundo Módulo de Serviço Europeu dará à nave espacial Orion o impulso final para entrar na órbita lunar, voando quase 7.500 quilômetros além da Lua e girando ao seu redor antes de retornar para casa em uma trajetória segura de retorno livre. A duração estimada da missão é de dez dias. Com o programa Artemis, vai-se à Lua para criar uma infraestrutura na superfície, algo que, segundo o chefe de produção dos módulos de serviço europeus da nave Orion da ESA, “é completamente diferente do que se fazia no programa Apollo”: “É muito mais complicado, muito mais ambicioso”.

Também se irá para um local diferente, o Polo Sul da Lua, enquanto as missões Apollo iam “mais ou menos” para as regiões equatoriais da Lua. A razão pela qual se vai ao Polo Sul é por algo que não se sabia na década de 60: “Há enormes quantidades de água na forma de gelo, por isso é o local mais interessante da superfície da Lua”.

O PAPEL DA ESA NA ARTEMIS: ASSIM É A NAVE ESPACIAL ORION Na missão Artemis, a Europa também desempenha um papel importante através da ESA, especialmente na construção da nave espacial Orion, que, em sua metade, foi projetada, construída, testada e entregue aos americanos a partir da Europa. A outra metade, a parte superior, foi feita nos Estados Unidos. A nave espacial Orion é completamente diferente do Ônibus Espacial, que era uma nave muito grande, totalmente reutilizável, que transportava uma tripulação de seis pessoas, com seu próprio braço mecânico e que podia transportar carga.

“O Ônibus Espacial era muito pesado, não tinha o desempenho necessário para escapar da força gravitacional da Terra e sair da órbita terrestre. Para isso, era necessária uma nave espacial completamente diferente, totalmente nova, muito menor, mas com características muito interessantes, que é a nave Orion, que transporta uma tripulação mais reduzida”, explicou o especialista da ESA.

A nave Orion, embora não possa pousar na Lua, é capaz de chegar lá e operar durante várias semanas e, depois, trazer os astronautas de volta, pois tem desempenho suficiente para escapar do campo gravitacional da Terra e ir à Lua para realizar as missões exigidas pelo programa Artemis.

A única parte da nave Orion que é recuperada da missão é a cápsula, que é o local onde se encontra a tripulação. A nave conta com uma série de serviços que as cápsulas da missão Apollo não tinham, como uma máquina de exercício físico, um banheiro ou uma pequena cozinha.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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