Publicado 20/02/2026 08:26

A SER estima em 414 o número de reumatologistas necessários ao SNS para prestar atendimento de "qualidade" em patologias autoimunes

A SER estima em 414 o número de reumatologistas necessários ao SNS para prestar atendimento de "qualidade" em patologias autoimunes sistêmicas.
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VIGO 20 fev. (EUROPA PRESS) - O presidente da Sociedade Espanhola de Reumatologia (SER), Dr. Marcos Paulino, estima em 414 o número de profissionais desta especialidade necessários ao Sistema Nacional de Saúde (SNS) para oferecer uma “atendimento de qualidade” aos pacientes com doenças autoimunes sistêmicas (EAS), que se calcula serem cerca de um milhão na Espanha, “em sua maioria jovens e, sobretudo, mulheres”.

Com este número, atingir-se-iam “os padrões europeus e mundiais” e a “atenção exigível”, destacou Paulino, por ocasião da celebração, esta sexta-feira, na localidade pontevedresa de Vigo, do 11º Simpósio SER de EAS, que decorrerá até sábado. “É importante que a população tenha acesso rápido à especialidade”, sublinhou.

Nesse contexto, o máximo representante dessa sociedade científica declarou que a mesma disponibilizou um mapa que oferece uma visão detalhada da “desigualdade” existente no “acesso aos Serviços de Reumatologia”, do qual saem, como piores, as comunidades autônomas de “Aragão, Comunidade Valenciana, Andaluzia e Baleares”.

Estas “teriam que aumentar o número de profissionais e, em alguns casos, até duplicá-lo”, continuou Paulino, que especificou que a região de Aragão é a que se encontra nesta situação. Por outro lado, sublinhou que a “melhor dotação” se encontra na “Cantábria e Madrid”, embora esta última esteja “15% abaixo do ideal”.

Destacando, nesse sentido, a campanha lançada pela SER sob o lema “Sua saúde não tem código postal”, que busca destacar essas desigualdades, ele afirmou que elas ocorrem até mesmo dentro das próprias regiões. “Há áreas com falta alarmante” e “hospitais desertos” de profissionais, insistiu, acrescentando que esses dados serão oferecidos “aos gestores políticos”.

Como uma possível solução para essas “injustiças”, Paulino mostrou seu compromisso em “promover incentivos para que os jovens ocupem essas vagas”, já que “a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um reumatologista para cada 35.000 habitantes”. Nesse sentido, ele destacou que, “para um atendimento adequado, é necessário um diagnóstico precoce”, que leva a um tratamento rápido “que evite o possível aparecimento de sequelas”.

EXISTE “ATRASO NO DIAGNÓSTICO” “É importante superar o atraso no diagnóstico”, afirmou, nesse sentido, o presidente do Comitê Organizador Local deste evento, o Dr. José María Pego, que destacou que, há algum tempo, “era de vários anos”, mas, nos últimos anos, “tem melhorado”. O “melhor conhecimento dessas doenças” e a “colaboração com a Atenção Primária” são as razões que, em sua opinião, justificam isso.

Aprofundando este tipo de patologias, entre as quais se encontram o lúpus, a síndrome de Sjögren, a artrite reumatoide e a esclerodermia, Paulino divulgou que “são produzidas pela alteração do nosso sistema imunológico, que é o que, em condições normais, nos protege”.

“Há um componente genético muito importante”, declarou, por sua vez, Pego, que acrescentou que “diferentes fatores influenciam o seu desenvolvimento e o aparecimento de surtos”. Entre eles, citou os “ambientais e hormonais”. Por exemplo, no lúpus eritematoso sistêmico, nove em cada dez pacientes são mulheres, explicou, afirmando também que infecções, exposição ao sol e estresse são outros fatores desencadeantes em pessoas com predisposição genética. Diante disso, destacou a importância dos “avanços” obtidos recentemente, como “o melhor conhecimento desses pacientes e a colaboração com a Atenção Primária e outras disciplinas hospitalares”.

Além disso, Pego valorizou o registro multicêntrico de pacientes, que “repercutirá em um melhor manejo” e o momento “muito otimista” atual em relação à pesquisa e ao arsenal terapêutico. Além disso, a via CAR-T está começando a ser explorada nos últimos tempos. “As empresas farmacêuticas estão apostando muito na pesquisa dessas patologias”, afirmou, enquanto Paulino destacou que, no lúpus, “desde 2009, surgiram ou vão surgir inúmeras moléculas que permitirão tratamentos muito diferentes”.

Por último, ambos os reumatologistas destacaram que este encontro irá acolher, no centro comercial Vialia, uma atividade de sensibilização dirigida à população, bem como um evento com pacientes no Hospital Meixoeiro. Tudo relacionado com este tipo de doenças, que tiveram um “ligeiro” aumento na sua incidência, segundo Paulino.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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