Publicado 12/09/2025 11:48

Sepsis Code Foundation destaca a resposta favorável de Mônica Garcia para a criação de um Plano Nacional de Sepse

Imagem da reunião.
FUNDACIÓN CÓDIGO SEPSIS

MADRID 12 set. (EUROPA PRESS) -

A Sepsis Code Foundation assegurou que a ministra da Saúde, Mónica García, mostrou-se favorável à criação de um Plano Nacional de Sepse, depois de realizar uma reunião com representantes da organização.

O presidente da Sepsis Code Foundation, Marcio Borges, e Marianne Haverkamp, da SepsisInfo.es, uma sobrevivente de choque séptico, reuniram-se com a ministra da Saúde, Mónica García, para discutir a criação e o desenvolvimento de um Plano Nacional de Sepse. De acordo com Borges, a resposta do ministro foi "francamente favorável".

"O objetivo da reunião foi consolidar e gerar ações coordenadas de educação e assistência e conscientizar a população sobre essa grave síndrome clínica que, apesar de seu impacto, ainda é desconhecida pela maioria da população. Outro destaque foi o envolvimento de pacientes e familiares nesse plano, a fim de enfatizar o valor e o impacto do projeto", explicou Marianne Haverkamp.

Durante a reunião, a Sepsis Code Foundation e a SepsisInfo.es propuseram ao Ministério da Saúde a criação de um Plano Nacional de Sepse. A Fundação já tem uma estratégia que foi elaborada e aprovada em 2016, que abrange o diagnóstico, o monitoramento e o tratamento, e que servirá de base para o novo plano nacional.

Essa iniciativa busca abordar o problema de forma multidisciplinar e abrangente. A proposta, estruturada em seis linhas estratégicas, inclui prevenção e conscientização, cuidados, medidas educacionais, reabilitação e acompanhamento dos sobreviventes.

Além disso, na reunião, foi acordada uma reunião de acompanhamento para continuar trabalhando na implementação das medidas propostas, para tentar conhecer mais detalhadamente a situação atual, incluindo um conhecimento mais aprofundado das ações e dos grupos e unidades de sepse.

DIA MUNDIAL DA SEPSE

O Dia Mundial da Sepse é comemorado no sábado, 13 de setembro. Na Espanha, a sepse afeta entre 75.000 e 138.000 pessoas por ano e causa cerca de 17.000 mortes, um número superior ao das mortes por câncer de mama, cólon e próstata juntos.

De acordo com dados da OMS, é a síndrome clínica hospitalar com a maior incidência (mais de 50 bilhões de casos) e a maior mortalidade intra-hospitalar (mais de 11 bilhões) a cada ano. A sepse ocorre quando o corpo reage de forma extrema a uma infecção, danificando órgãos e tecidos. Sua gravidade reside no fato de que o atraso no diagnóstico e no tratamento aumenta significativamente o risco de morte.

Apesar de ser uma prioridade global para a OMS, os especialistas dizem que sua visibilidade na Espanha é baixa. Um estudo recente realizado pela Sepsisinfo.es e pela Sepsis Code Foundation revela que 52% dos espanhóis não sabem o que é sepse e 65% subestimam o número de mortes que ela causa anualmente. Além disso, um em cada quatro entrevistados não reconhece seus sintomas, como febre, confusão ou respiração rápida.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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